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Nacional

Família de Yannick recebe 80 mil euros! Autor da morte da irmã de Djaló foi condenado a 16 anos de prisão

Abel Fragoso investiu contra grupo de seis pessoas nas festas da Moita. Irmã de Yannick Djaló não resistiu aos ferimentos.
21 de janeiro de 2020 às 11:24
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O condutor acusado do atropelamento mortal de Açucena Patrícia, irmã mais nova de Yannick Djaló, nas Festas da Moita, em setembro de 2018, foi condenado a 16 anos de prisão, esta terça-feira. O jogador de futebol vai ainda receber uma indemnização que ronda os 80 mil euros, pela morte da jovem.

Na leitura do acórdão, o coletivo de juízes deu como provados os factos da acusação, condenando Abel Fragoso, de 22 anos, a 16 anos de prisão por um homicídio qualificado consumado e 11 homicídios na forma tentada (tentativa de homicídio), além de uma pena acessória de inibição de conduzir por quatro anos.

Na visão da juíza, o arguido não atuou por negligência, ao contrário do que apontou em sede de julgamento, mas "por ter o orgulho ferido por ter sido agredido ao pé de tanta gente".

O caso remonta a 15 de setembro de 2018, quando Abel Fragoso embateu num grupo de seis pessoas numa rua fechada ao trânsito, nas Festas da Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita (Setúbal), tendo provocado a morte de Açucena Patrícia e ferimentos em outras cinco pessoas, que receberam tratamento hospitalar.

O julgamento iniciou-se em 14 de outubro e ficou marcado pela apresentação de "três versões" por parte do arguido, apesar de o MP ter considerado que a declaração dada em primeiro interrogatório foi a que teve "mais credibilidade" porque foi a "mais espontânea e sem interferência de terceiros".

No primeiro interrogatório judicial, o arguido tinha admitido que perdeu a cabeça depois de ter sido "agredido muitas vezes", mas mudou esta versão na primeira sessão do julgamento, afirmando que o incidente se deveu à "falta de experiência", porque só tinha carta há dois meses.

No entanto, segundo o MP, os testemunhos das vítimas neste incidente comprovaram os factos da acusação, nomeadamente "o percurso feito pelo veículo" na rua fechada ao trânsito e que, momentos antes, Abel Fragoso tinha estado envolvido numa briga no local do atropelamento, na Travessa do Açougue.

A defesa do arguido tinha apontado que a existência de areia no pavimento, devido às largadas de touros, poderia ter causado a perda de controlo da viatura, contudo, a procuradora sublinhou que "não consta qualquer referência sobre a existência de areia no pavimento".

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