Nem o marido, nem a fama: Manuel Luís Goucha confessa quem é o verdadeiro "dono" das suas decisões na TVI e assume uma lealdade incondicional que dura há décadas
Ator José Condessa abriu o coração e as portas do seu refúgio de luxo em Lisboa. Um ano após a escritura, revela como transformou quatro paredes num lar repleto de memórias, onde a namorada, Luisinha Oliveira, e a família são os grandes protagonistas.
Foi através de um discurso de proximidade, do qual as fotografias eram um instrumento fundamental, que Marcelo consolidou a sua imagem de Presidente dos afetos. É assim que nos recordaremos dele, a partir do momento em que sai de cena.
Há um mês que o gabinete de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém começou a fazer eco, com os pertences do presidente a serem arrumados em pastas e enviados para a sua casa de Cascais. É o fim de dois mandatos, muitas memórias felizes, mas também de um profundo desgaste que faz com que o chefe de Estado nem queira ouvir falar de política na sua nova vida. Esta segunda-feira, a Presidência muda de mãos e Marcelo celebrará como gosta. Se tiver bom tempo, até o poderemos encontrar entre mergulhos.
Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.