Alexandre Quintas, o padeiro que salvou Barthélémy e Zacharie, de cinco e três anos, tem as portas abertas para acolher as duas crianças que "vivem como bolas de pingue-pongue" em França.
Experiência de poucas horas terá corrido mal, explica o padeiro Alexandre Quintas. Autoridades entregaram Zacharie e Barthélémy à avó materna, mas uma brincadeira, por falta de atenção, resultou num acidente. Meninos tirados e entregues juntos a família de acolhimento
O progenitor dos meninos não quer trabalhar, vive numa barraca e, com a ajuda de um advogado, que lhe terá redigido o comunicado enviado à imprensa, pediu apoios para ficar com os filhos. Tem tanto interesse neles que, até dia 29 de maio, dez dias após a data do abandono pela progenitora em Portugal, não tinha sequer apresentado um requerimento na justiça para ficar com os meninos. E a família? Todos em silêncio. Ninguém quis ficar com as crianças. Estarão numa instituição.
As crianças francesas abandonadas já estão em Colmar, onde viviam antes de serem trazidos para Portugal pela mãe e pelo padrasto. Tudo aconteceu em dois dias, sob grande secretismo.
Melanie Tavares, do Instituto de Apoio à Criança, traça um quadro assustador para o futuro dos meninos franceses largados na beira da estrada pela mãe e pelo namorado desta na Comporta. Acusa estes adultos de ato "cruel e traumático" e lança um apelo às autoridades.
Ironia do destino. Alexandre Quintas, o homem a quem Portugal agradece pelo ato de enorme altruísmo ao salvar as duas crianças francesas de 5 e 3 anos que a mãe e o padrasto abandonaram na beira da estrada na Comporta, está em risco de perder o ganha pão de toda a família. A The Mag, by Flash! conta o drama deste pai de dez filhos.