A tragédia de Orelha, atacado por adolescentes em Florianópolis, chegou à Marquês de Sapucaí, onde a Mocidade Independente de Padre Miguel fez do desfile um tributo com esculturas de cães e um apelo à consciência sobre proteção animal.
Quem é a mulher que aparece ao lado de André Ventura nos momentos-chave e desaparece quando os holofotes se acendem? A resposta passa pela fé católica que une o casal e por uma relação construída na discrição.
Foi o único bebé presidencial a nascer e crescer no Palácio de Belém. As fotos em família mostram bem o pequenote que todos os portugueses acarinhavam. Privou com reis, andou ao colo de rainhas e princesas e de mão dada, feliz e contente, com o Papa João Paulo II em maio de 1982. Foi estrela numa visita à Grande Muralha da China em 85, com sete anos, mas desde que a 9 de março de 1986 deixou o Palácio pouco se sabe sobre ele. Foi surfista, com direito a penteado estiloso e as madeixas loiras da praxe, virou farmacêutico, casou com uma engenheira ambiental e provavelmente já atendeu na farmácia do Freeport, em Alcochete, muitos dos leitores deste artigo.
O Presidente da República conta as horas para a despedida do Palácio de Belém e tomar novamente as rédeas da sua vida. Entre os seus planos mais pessoais estarão resolver os respingos que as polémicas trouxeram para os seus dias, e que dividiram a família, e recuperar o prazer do contacto com os alunos. À sua espera tem uma nova e já delineada vida na Califórnia.
Numa altura em que o país escolhe o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente dos afetos despede-se de um cargo que carrega anos de um peso emocional grande, que o desgastou a todos os níveis. Desde o polémico caso das gémeas luso-brasileiras, que levou ao corte de relações com o filho Nuno, que o chefe de Estado tem perdido exuberância, contando os dias para deixar Belém. "A mágoa está na cara dele em permanência", admite o amigo Pedro Santana Lopes.
Aos 14 anos, virou-se para a fé, entrou no Seminário e, não fossem as mulheres, talvez hoje André Ventura estivesse a pregar outro tipo de sermões. Da religião, saltaria para o curso de Direito, foi comentador de futebol até que em 2019 fundou o Chega, que mudaria toda a sua vida. Pelas suas posições políticas, passou a andar em permanência com pelo menos dois guarda-costas, afastou a mulher da esfera mediática para a proteger e adiou a decisão de ter filhos por questões de segurança. No entanto, admite que por vezes se sente a sacrificar em demasia o lado pessoal, já tendo falhado momentos importantes. A mãe é quem lhe dá os puxões de orelhas.
Cardeal português edita o seu sétimo livro, 'Para os Caminhantes Tudo É Caminho'. A obra foi apresentada na Universidade Católica de Lisboa. "Este é um livro para todos", diz à Flash.