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Nos últimos dias, o nome de Vitinha voltou a estar em destaque, ao ser um dos nomeados para melhor jogador da Liga francesa, num prémio que acabou por ser vencido pelo colega do Paris Saint Germain Dembélé. As nomeações já não surpreendem, pois há muito que o médio português se tornou numa referência do futebol mundial, numa carreira em que teve sempre muito mais dúvidas do que certezas e teve de lutar para conquistar o pulso um lugar no futebol.
Filho do ex-futebolista Vítor Manuel, um ídolo na Vila das Aves, cedo se adivinhou um futuro brilhante para Vitinha, no entanto o seu percurso teve muitas curvas e contracurvas, e quando foi emprestado pelo FC Porto ao Wolverhampton e tudo o que podia ter corrido mal aconteceu, o nível de confiança estava nas lonas. Porém, foi nessa altura que fez das suas fragilidades um combustível para ir à luta.
"Um dia, perguntei-lhe: 'O que é que achas que vais fazer na próxima época?' Ele estava emprestado pelo FC Porto, mas precisava de fazer 20 jogos como titular para serem obrigados a comprá-lo. Ele respondeu-me: “Marçal, vou voltar para o FC Porto, parto tudo lá e, na época seguinte, vou para um dos oito melhores clubes da Europa”. Eu pensei para mim: 'Uau, o rapaz não joga no Wolverhampton e pensa que vai assinar pelo Manchester City ou por um clube desses? É um bocado maluco!' Mas não, não era", recordou o futebolista Marçal em entrevista.
E a verdade é que foi a partir de então que Vitinha começou a dar a volta ao texto, ainda que com muitos momentos de dúvidas. "Houve muitos momentos no percurso profissional em que duvidei muito de mim (...) Quanto mais esperamos, mais difícil é. E para fora, claro que não falo da minha família, o Vitinha não era falado. Não era. Não era expectável que se fosse tornar grande jogador ou que pudesse dar alguma coisa. Pelo menos, foi essa a sensação que tive sempre. Isso foi o que me ajudou, foi o meu combustível."
Hoje, porém, sente-se agradecido por nunca ter deixado de acreditar no seu valor, o que o leva a ser vice-capitão do PSG, num reconhecimento dos colegas que veem nele um conciliador. Muitos dirão também que não é o típico jogador de futebol. Anti-vedeta, é humilde e dificilmente chega aos escaparates por grandes extravagâncias, festas, luxos ou algo que o afaste do futebol.
As suas redes sociais, por exemplo, são muito acerca de trabalho, com as raras exceções abertas para as mulheres da sua vida. Ao lado de Tatiana Rendeiro, que o acompanha desde os tais momentos difíceis até ao estrelato mundial. O casal tem duas filhas, Mafalda e Madalena, que formam a família serena que acompanha Vitinha para lá do futebol. Apesar de as partilhas pessoais serem mais raras, recentemente pudemos ver o jogador a oferecer uma rosa à companheira, durante uma entrega de prémios em França e também um vídeo que se tornaria viral em que o médio interrompe uma entrevista porque Tatiana lhe está a ligar.
Tão discreto quanto focado, dificilmente Vitinha está nas revistas cor-de-rosa, não fosse ser idolatrado por muitos rostos mediáticos. De Joana Marques, que se mostra rendida tanto ao talento como à humildade do português, o craque deixou ainda rendido o príncipe William, que ficou doido com o talento do jogador quando assistiu a um jogo do PSG. "No meio-campo, o Vitinha realmente deixou-me impressionado. Ele esteve no Wolverhampton e não jogava assim. Teve um desenvolvimento incrível. Em dois ou três anos, com o treinador certo, um jogador pode evoluir e atingir este patamar", disse o monarca elevando-o assim ao título de quase rei, mas do futebol mundial.