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Tivemos acesso à sentença do 'Uber da Droga'. Namorada médica de José Carlos Pereira comprou "coca"... por amor

Revelamos tudo: os preços, as desculpas dadas por testemunhas como a namorada de Zeca ou a atriz Marta Gil, que até diz que ficou magoada com uma palavra do amigo traficante; ou ainda as falhas de memória de Tiago Jaqueta, o polémico ex noivo do 'Casados' da SIC
João Bénard Garcia
João Bénard Garcia
Aí estão os visados no caso do 'Uber da Droga' dos famosos
José Carlos Pereira
Marta Gil, atriz
Tiago Jaqueta
José Carlos Pereira
Marta Gil, atriz
Tiago Jaqueta

A The Mag, by Flash! teve acesso ao acórdão de 50 páginas do processo 66/23.5SWLSB que se tornou conhecido no verão de 2025 como o "Uber da Droga" e que prometia então trazer para a praça pública uma lista de famosos ligados à televisão, e de alguns profissionais liberais bem posicionados no jet set, que se abasteceriam de estupefacientes na rede encabeçada pelo ex-triatleta e surfista Nuno Ricardo Santos, pelo guineense Leonel Nhaga, pela mãe de Nuno, Lucinda de Santos, e pela nora desta, a hospedeira da TAP Air Portugal Maria L.. Contamos tudo o que aconteceu, revelamos o nome dos envolvidos com maior projeção mediática, e as desculpas que deram, perante o coletivo de juízes em audiência.

O ESQUEMA PORTA A PORTA E A ENCOMENDA DO ATOR JOSÉ CARLOS PEREIRA

O acórdão do tribunal descreve agora com detalhe tudo o que se passava: "Durante o período referido (referindo-se o tribunal ao da investigação, de agosto de 2023 a novembro de 2024, os arguidos Nuno, Lucinda e Leonel possuíam vários clientes a quem entregaram cocaína, cetamina, 2C-B, LSD e MDMA com regularidade, tendo entregue estes produtos, em troca de quantias monetárias, entre outros a...", descreve o documento a que tivemos acesso, enunciando os nomes dos mesmos e que a The Mag, by Flash!, por uma questão de ética, e por alguns deles não serem figuras públicas, não vai revelar.

Nós, e toda a restante comunicação social, só daremos destaque aos nomes do médico e ator José Carlos Pereira, da atriz e comentadora de reality shows Marta Gil, de Tiago Jaqueta (ex concorrente do programa 'Casados à Primeira Vista', da SIC) e de Irina Sustelo Lourenço, médica anti-aging, sócia na clínica de estética e namorada de José Carlos Pereira, ou de Jorge Fonseca, campeão de Judo.

O tribunal concluiu que "os arguidos Nuno, Lucinda e Leonel venderam aos seus clientes cocaína pelo preço de 50,00€ ou 60,00€ por cada grama, e MDMA por um valor sito entre 5,00€ e 10,00€ por cada comprimido/pastilha", lê-se no acórdão do coletivo de juízes, que interrogaram como testemunha a namorada de José Carlos Pereira, captada numa das escutas policiais, que admitiu ter comprado... droga por amor.

De acordo com a sentença plasmada no acórdão: "A testemunha Irina Lourenço admitiu ter efetuado uma aquisição pontual de cocaína ao arguido, por intermédio do seu companheiro, destinando-se o produto a este último, não se recordando, contudo, do montante pago. Foi confrontada com o teor do depoimento que prestou a fls. 1167 e 1168 dos autos, e com a comunicação telefónica plasmada a fls. 29 e 30 do Apenso I, atentas as divergências entre as declarações então prestadas e as ora produzidas em audiência. Justificou tais discrepâncias com o facto de, à época, ter pretendido proteger o seu companheiro", justificando os motivos porque terá dito inverdades em sede de inquérito, que mais tarde terá desmentido no decorrer da audiência: "Acrescentou ainda que se encontrava em estado depressivo, medicada, em virtude do falecimento do (seu) pai".

O CALÃO" QUE MARTA GIL DESCONHECE, MAS OS POLICIAIS TOPAM DE GINJEIRA

Quem disse em tribunal, na qualidade de testemunha, não entender a linguagem utilizada no tráfico foi a atriz e comentadora de reality shows Marta Gil. No parágrafo do acórdão dedicado ao seu testemunho e de outro elemento, Marta confirma que conheceu Nuno em 2023 ou 24, não consegue precisar e nega tudo. "Nega, contudo, qualquer conhecimento de atividade de tráfico por parte do mesmo, descrevendo relações de natureza social e de proximidade, sem associação a qualquer prática ilícita", afirma, salientando: "Foi confrontada com a comunicação constante de fls. 74 e 75 do Apenso I, declarando desconhecer o significado do termo “cozinhado” aí utilizado pelo arguido Nuno. No que respeita à comunicação de fls. 94 do mesmo Apenso, referiu que a data em causa corresponde ao seu aniversário, tendo o arguido Nuno faltado à respetiva celebração, o que lhe causou desagrado".

TIAGO JAQUETA, DO CASADOS, COM 'CRISE DE AMNÉSIA' EM TRIBUNAL

Ainda segundo mesmo acordão, cujo teor estamos a divulgar em exclusivo, "a testemunha Tiago Jaqueta, amigo dos arguidos Nuno Ricardo Santos e Maria L., referiu que os conheceu numa festa, há cerca de três a quatro anos, acrescentando que, embora seja consumidor de ecstasy, nunca adquiriu produto ao arguido. Confrontado com a conversa telefónica constante de fls. 1 a 3 do Apenso I, esclareceu que a expressão “bitola” correspondia a três comprimidos de ecstasy, contextualizando, desse modo, a linguagem utilizada nas intersecções. Confrontado, ainda, com o teor da comunicação constante de fls. 123 e 124 do Apenso I, afirmou não se recordar da mesma. Relativamente ao teor de fls. 117 a 188, limitou-se a referir que era frequente visitar a residência do arguido", avançou, mas sempre sem se comprometer ou confessar quaisquer consumos.

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