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Detox digital. Como a geração Z está a procurar o analógico e a lançar toda uma nova tendência

Entre os mais jovens, procura-se um regresso ao passado para uma reconexão com uma maior calma e tranquilidade.
04 de março de 2026 às 20:10
Jovens descobrem a calma com cassetes e leitores portáteis
Jovens descobrem a calma com cassetes e leitores portáteis

Durante anos, perseguimos as novas tecnologias, quisemos apetrechar-nos de todos os gadjets que facilitassem a nossa vida, mas isso teve outros custos e entre a geração Z - nascida entre 1997 e 2012 - a tendência é precisamente cortar com essa dependência tecnológica e regressar ao analógico, o que redunda num estilo de vida mais leve, menos acelerado e conectado com as verdadeiras experiências.

A tendência levou, por exemplo, a uma corrida aos vinis e gira discos, o que para muitos significa desfrutar mais de cada tema, sem andar a saltitar entre músicas, acelerando a sensação de cansaço. Mas não só! De repente, vê-se também jovens a envergarem walkmans, ou a ouvirem música em leitores de cassetes.

Entre a moda do analógico, há também algumas tendências específicas a ganharem espaço como a fotografia, com máquinas de rolo, em que cada clique é medido com maior precisão, e também vemos cada vez mais jovens com livros nas mãos. Se os livros estavam a cair em desuso, o fenómeno do bookstagram tornou-os novamente sexy e apelativos.

Há ainda cada vez mais jovens a recorrerem a cadernos e canetas para fazerem os seus registos ou a organizarem convívios em torno de jogos de tabuleiro, pinturas ou sessões de filosofia, numa certeza de que tudo é preferível a jantares ou encontros em que todo um grupo consegue estar a fazer o mesmo: scroll no telemóvel.

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