'O Diabo Veste Prada 2' estreia esta quinta-feira, 30, e com este novo filme - que retrata muito do que se passa nos bastidores do mundo da moda e das revistas da especialidade - percebe-se o quanto esta indústria mudou desde que foi feito o primeiro 'O Diabo Veste Prada'.
Este é o aspeto mais evidente entre todas as grandes mudanças: o panorama global da comunicação transformou-se profundamente. Se há 20 anos a cultura mediática tradicional era sustentada pelos meios impressos, hoje o protagonismo passou a ser assumido pelas plataformas digitais e pelas redes sociais. Em 2006 o papel ainda dominava ao contrário do que acontece em 2026. A informação e a formação da opinião pública passa, essencialmente, pelo digital. Vejamos exemplos:
1. No primeiro filme, a Miranda Priestly (inspirada na figura de Anna Wintour, a toda poderosa diretora da revista 'Vogue' norte-americana) bastava "mexer os cordelinhos" para promover ou destruir a carreira e a reputação de estilistas. Hoje, esse "poder" migrou para as redes sociais e para as mãos de influenciadores digitais. É aqui que se criam as verdadeiras tendências... mais do que nas passerelles.
2. Em 20 anos a inflação dos artigos de designer é altíssima quando comparada do que se passava em 2006. Hoje em dia, o investimentos em peças de moda é obrigatoriamente maior.
3. Em 2026 há uma maior preocupação com a sustentabilidade e melhor gestão de orçamentos. Quer isto dizer que já não há "vergonha social" em adquirir peças de moda em segunda-mão. Várias plataformas de revenda mudaram a forma como se consome moda e luxo na atualidade.