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Autárquicas 2017

Teresa Leal Coelho: salero e tradição para uma cidade aberta ao mundo

Vive entre Madrid e o Lumiar, em Lisboa. Quer fazer da capital uma cidade ainda mais cosmopolita, acredita que o turismo deve ter regras mas com segurança e condições para quem queira viver em Lisboa, tudo é possível. De Belém ao Martim Moniz, uma viagem com a candidata que é íntima da rainha Letizia.
Por Luísa Jeremias | 25 de setembro de 2017 às 10:33
Teresa Leal Coelho, candidata a Lisboa, tem uma visão cosmopolita para a capital
Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, com vista sobre o Castelo de São Jorge
Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, à beira rio
Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, é uma apaixonada pelo rio Tejo
Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa
Teresa Leal Coelho, autárquicas 2017, candidata, lisboa
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Teresa Leal Coelho, candidata, lisboa, psd, autárquicas 2017
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Só um olhar desatento imaginaria que estamos perante uma candidata que não de Direita. Teresa Leal Coelho, 56 anos, vice-presidente do PSD, cidadã do mundo, mãe de um filho de 11 anos, embaixatriz em Espanha, professora académica e, agora, candidata à Câmara Municipal de Lisboa, pode "enganar". As calças práticas amarelas, as sandálias compensadas, o cabelo solto e a descontração induzem a um espírito livre, uma cabeça mundana, quase a roçar a "gauche caviar". Pura ilusão. Basta começar a ouvir Teresa falar para perceber que, sim, é um espírito livre, tem muito mundo na sua vida… mas os ideais cruzam a tradição de Direita com o liberalismo e cosmopolitismo social-democrata, na mais nórdica acepção do conceito.

Na universade Lusíada onde nos encontramos em tarde quente de Verão que se estenderá até às eleições, faculdade onde estudou com Passos Coelho, velho amigo e parceiro de vida política, Teresa mantém o seu gabinete virado para o jardim reinventado no coração de um palácio setecentista. Nada mais apropriado. A tradição e a modernidade num ambiente de aprendizagem e regeneração constante.

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa Foto: Carlos Ramos

Ao longo da conversa percebemos que tudo faz sentido. Teresa é camaleónica desde que nasceu. Adaptável às situações e momentos sem perder as convicções. Atira com o cabelo para as costas, arregaça as mangas da camisa branca de folhos e saca de um leque. De dois na verdade: um para cada uma – para ela e para mim. Faz calor e a tradição espanhola do "abanico" sabe melhor do que nunca. "Trouxe-os de Espanha, claro!", sorri. "Não acha bonitos? Eu gostei imenso e com este calor…"

Lisboa cheia de estrelas internacionais
placido domingo
Plácido domingo com a mulher
Madonna esteve nos Jerónimos. A cantora optou por visitar o monumento após o horário de encerramento ao público, tendo conseguido a devida autorização.
Michael Fassbender
Monica Bellucci
A ex-estrela do futebol Éric Cantona
Thiago Lacerda em Lisboa
Da esquerda para a direita,  Rui Vilhena, Hugo de Sousa, Sílvia Pfeifer e Eduardo Gaspar
placido domingo
placido domingo
Monica Bellucci
Éric Cantona
Sílvia Pfeifer, Hugo de Sousa, Rui Vilhena, Eduardo Gaspar

SENHORA EMBAIXATRIZ 

Por onde começar? Pelos leques à espanhola, pois então. Teresa é embaixatriz. Mulher do embaixador de Portugal em Madrid. É lá que tem passado quatro dias por semana, garantindo estar presente nas reuniões da câmara de Lisboa – onde já ocupa lugar de vereadora – às quintas-feiras, e nas da comissão permanente do partido, às terças de manhã. Vive em "ponte aérea" entre as duas capitais da Península Ibérica.

"É uma hora", diz, descontraída. Mas também há tantos colegas que vivem no interior do país e infelizmente ainda demoram mais tempo. E o que perdemos no trânsito para chegar a casa…" – teoria que seria provada pouco depois, quando demoramos de Belém ao Martim Moniz uma hora para chegar… sem acidentes, devido exclusivamente ao tráfego intenso… e às obras por toda a cidade.

Calma. Confusos? Então a candidata do PSD à câmara de Lisboa é embaixatriz? Vive em Madrid? Ou em Lisboa. Nas duas. Parece tudo muito complicado, mas é simples porque o mundo, na verdade, é uma ervilha e já tudo é perto e possível. "Saio no avião das 8h00 de Madrid, pois lá é uma hora a mais. E consigo chegar a horas à reunião da comissão permanente do PSD".

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, é uma apaixonada pelo rio Tejo Foto: Carlos Ramos

Mas por que vai para Madrid e não fica em Lisboa, no apartamento do Lumiar? Várias razões. Primeira: o filho estuda lá. "Foi uma opção conjunta. Ele sabe o que é ‘saltitar’: eu sou filha de oficial da armada, o meu marido de embaixador. De forma que passámos a nossa vida de um lado para o outro. Para o meu filho isso não é estranho", explica.

"Em 2010, quando o meu marido foi colocado em Estocolmo [lá está a social-democracia nórdica a vir à tona], fiquei em Lisboa com o meu filho que, na altura, tinha 5 anos. Nessa altura eu só estava a dar aulas aqui na universidade e, como sabe, a carreira académica é muito mais flexível. Libertava-me as segundas e sextas-feiras, o que me permitia ter fins de semana prolongados". Mas a ideia de estar longe do marido não lhe agradava. "Por isso meti uma licença sabática e decidi ir um ano viver para lá. Inscrevi o meu filho na escola alemã em Estocolmo. Mas não fui!" Porquê? "Porque o Pedro Passos Coelho chamou-me e aí vim eu! Ganhámos as eleições, fizemos a coligação e o meu marido foi chamado para chefe de gabinete do Pedro Passos Coelho, o que fez com que regressasse. Ou seja, para mim não houve nem sabática, nem Estocolmo!"

Os anos passaram, o marido por nomeado para Madrid e tudo mudou. "Quando isso aconteceu achámos que que seria um investimento na formação do nosso filho tê-lo a estudar lá pois dessa forma fala fluente quatro línguas. Além de que se vivia uma época difícil em Portugal. O ambiente nas redes sociais era hostil e acreditávamos que era melhor mantê-lo afastado daqui nessa fase [e aqui vem à tona a mãe galinha tradicional… mas a essa educação e conduta já voltaremos adiante].

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, junto aos Jerónimos Foto: Carlos Ramos

E se o filho adora a capital espanhola, o mesmo se pode dizer da mãe que se péla por uma esplanada, por uma risada bem dada e sem preconceitos. Aliás, é defensora acérrima das esplanadas para Lisboa. Tanto que a nossa conversa irá terminar numa delas, num terraço de hotel, com vista magnífica sobre o centro histórico da cidade. 

Mas vamos lá: o que faz a embaixatriz Teresa Leal Coelho? "Naturalmente apoio o meu marido nas suas funções!", explica. "Por exemplo, há dias marcantes: o dia de Espanha, o de Portugal e nesses dias estou sempre presente para o acompanhar. O mesmo acontece quando o Presidente da República faz uma visita de Estado ou não oficial, ou o primeiro-ministro, em razão de um qualquer acontecimento, tem de se deslocar… eu estou lá. E depois há os jantares com a comunidade, o apoio aos portugueses que vão bater à porta da embaixada porque precisam de ajuda…" Uff!

MI AMIGA, LA REINA LETIZIA, QUE ADORA BACALHAU

Então e glamour? – como se costuma dizer. Sim, porque uma embaixatriz move-se nos "salões". E se os há em Espanha…

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Sim, Teresa Leal Coelho priva com Letizia. E acha-a encantadora! "Lidar com ela é fantástico!", sorri. "É uma mulher extraordinária. Temos tido o privilégio de, pontualmente, privarmos com eles e devo dizer que são maravilhosos. A rainha Letizia entrou para esta vida com 31 anos mas adaptou-se de forma extraordinária. É uma mulher culta, interessante, muito atenta e bonita. Mas só a beleza não chega: ela é inteligente e muito empenhada na importante tarefa que desempenha. Utiliza o seu cargo para a ação social e tem grande empenho na educação das filhas, em particular da princesa Leonor que, no futuro, será rainha de Espanha."

Queremos mais detalhes! Felipe, o jovem rei, criado no Estoril, ainda fala sobre Portugal? Tem memórias? "Os dois gostam muito de Portugal. O entusiasmo com que prepararam a viagem a Portugal, com que nos falaram (a mim e ao meu marido) de Portugal, foi incrível".

E a candidata/embaixatriz acaba por desvendar um segredo: "Sabe que a rainha Letizia é muito curiosa em questões de gastronomia? Quer saber como se faz tudo: o bacalhau à brás, os pastéis de bacalhau… Pergunta tudo!" 

Rainha Letizia celebra 45 anos
Letizia
Em criança
Quando entrou para a escola
Na primeira-comunhão
Com 12 anos
Já adolescente
Como jornalista da TVE
Foto do noivado com Felipe
Com o anel de noivado oferecido pelo príncipe Felipe
A notícia do noivado foi noticiada em todos os órgãos de Comunicação Social
No dia do casamento com o príncipe Felipe
No dia do casamento com o príncipe Felipe
No dia do casamento com o príncipe Felipe
Durante a lua-de-mel na Jordânia
Os seus looks começaram logo a fazer furor
O nascimento da princesa Leonor
Os então príncipes das Astúrias com os reis de Espanha por altura do nascimento de Leonor
Com os sogros, Juan Carlos e Sofia, no batizado de Leonor
Ambas as famílias reunidas no batizado de Leonor
No nascimento da infanta Sofia
O batizado da infanta Sofia
No batizado da infanta Sofia
Com o marido e com as duas filhas
Com as duas filhas, Leonor e Sofia
Na primeira-comunhão da princesa Leonor
Na primeira-comunhão da infanta Sofia
A dor de perder a irmã, que se suicidou
A coroação de Felipe VI
A coroação de Felipe VI
A boa relação com a sogra, a rainha emérita Sofia
A boa relação com a sogra, a rainha emérita Sofia
Com as cunhadas, Elena e Cristina de quem está muito afastada
As férias em Palma de Maiorca
As férias em Palma de Maiorca, este verão
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Os looks de Letizia
Rainha Letizia e Isabel II
Reis de Espanha, Felipe e Letizia, no memorial às vítimas do atentado de Barcelona, nas Ramblas
Marcelo, Letizia e Felipe em Barcelona depois do atentado
Letizia
Letizia de Espanha
Letizia de Espanha
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Letizia de Espanha
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Letizia de Espanha
Letizia de Espanha
Letizia de Espanha
Rainha Letizia e Isabel II
Letizia e Felipe de Espanha em Barcelona depois dos atentados
Marcelo, Letizia e Felipe em Barcelona depois do atentado

DA FONTE LUMINOSA AOS PÉS NA AREIA

Todo este à-vontade com que fala da sua vida, como se fosse igual à de qualquer mortal, tem uma razão de ser: mundo. "Nasci na Beira, em Moçambique. Vim com 5 anos e aqui fiquei até aos 8, quando fui para a Guiné Bissau". Este é só o começo da história da filha do diplomata que foi enfrentando diferentes ambientes e passou a revolução dos cravos no internato de Odivelas, onde ficou quando os pais ainda estavam fora.

Qual a primeira recordação que tem de Lisboa, então? Teresa responde sem pensar muito: "O primeiro 1.º de Maio, veja lá!" E recorda: "Tinha regressado da Guiné Bissau, os meus pais ainda estavam lá, e eu tive de ir para um colégio interno, para Odivelas. Era um colégio de filhas de miliares e lembro-me que no dia 25 de Abril imediatamente se sentiu o ambiente de enorme proteção. Entraram tropas no colégio para que nos sentíssemos protegidas" [e assim se percebe porque quis manter o filho longe do "ambiente hostil nas redes sociais" na época do governo de Passos Coelho].

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, com vista sobre o Castelo de São Jorge Foto: Carlos Ramos

Teresa fica a pensar na resposta pronta que acabara de dar. E segue com explicações e memórias desses tempos, todas misturadas mas que se encaixam. "Lembro-me das Avenidas Novas e dos passeios que dávamos na Avenida de Roma. Fui viver para a Avenida da Igreja e aí estive muitos anos com os meus pais. Visitávamos a Fonte Luminosa [o primeiro 1.º de Maio], onde era montado um presépio e onde íamos sempre nos Natais. Aliás, fazíamos muitos passeios por Lisboa para ver as iluminações de Natal. Gostava muito disso e das marchas populares!"

E continua: "nesse tempo começaram a aparecer os ‘drugstores’, e lembro-me sempre dos meus pais nos levarem a esses novos espaços que eu adorava. Tenho boas memórias de estar na rua. Alvalade é uma freguesia onde se sai muito à rua e a população vive nas esplanadas. Eu gostava muito. Ainda gosto…"

Só não esquecia as tentações de África que não existiam ainda por cá. "Lembro-me sempre de Spur Cola! Na Guiné e em Moçambique havia Coca-cola (que eu adorava) e quando aqui cheguei senti muita falta disso. Até que descobri a Spur Cola, que era o mais parecido".

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Ficou a praia, o gosto pelos pés na areia e os verões passados na Costa de Caparica. "Tenho a memória de atravessar a ponte, quando vinha da praia, da Costa de Caparica – onde ainda hoje vou muito, a São João. Lisboa no fim do dia, para quem vem da ponte, é uma cidade linda! Lembro isso com alguma nostalgia porque é uma imagem muito forte com que fiquei sempre".

Daí lhe veio o encanto pelo rio Tejo, que acabou por ser uma constante na sua vida "alfacinha": "O meu pai trabalhou muitos anos em Belém, no ministério da Defesa, ali ao lado do estádio [do Restelo] , onde há uma vista deslumbrante sobre o rio. Ele esteve no comando da fragata João Belo muito tempo. Eu ia ao cais ver a fragata e visitá-la… São momentos que nunca se esquecem".

Candidata do PSD à Cãmara de Lisboa passeia na Feira do Livro
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Muitas foram as pessoas que abordaram a deputada
teresa leal coelho
Teresa Leal Coelho foi visitar o stand da universidade onde dá aulas
teresa leal coelho
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O TEJO AOS ALFACINHAS

De tal forma se encantou pelo rio – aquilo que lhe faz mais falta quando está em Madrid, junto com a luz de Lisboa – que decidiu colocar no seu programa autárquico uma verdadeira "revolução", meio inspirada em ideias vindas de outros cantos do mundo por onde andou.

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, à beira rio Foto: Carlos Ramos

"Lisboa devia passar a ter uma rede de transportes públicos ao longo do rio", defende, sentada num dos bancos em frente ao rio, entre Alcântara e Belém, com vista para a "sua" ponte do regresso da praia.  "Em Estocolmo há muitos canais e os transportes são feitos de barco. Já não vou ao ponto de defender a solução de Sidney, onde há hidroaviões… Mas aí a dimensão e a riqueza é outra… Aqui até podemos ter táxis fluviais, que ajudariam a resolver o problema do trânsito na cidade". Como? "É necessário que o Porto de Lisboa saia de Lisboa!" Explique lá isso melhor, senhora candidata! "Não há nenhuma razão para o porto não ir para a outra margem. Defenderei isso juntamente com o governo. Se o porto sair daqui, e com ele os contentores, será possível devolver o rio às pessoas. E isso também permitiria , em termos urbanísticos, desanuviar uma faixa da cidade, junto ao rio, onde passaria a ser possível construir habitação. Habitação para quer viver em Lisboa".

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E AQUI CHEGÁMOS À POLÉMICA DO TURISMO

Casas para quem quer viver em Lisboa é uma das bandeiras de campanha da candidata que já saltitou entre Alvalade, Sete Rios, Restelo, Lumiar (e Madrid, claro).

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"Sabe o que me preocupa na questão do alojamento local?", começa a falar um tom mais exaltado, "É que alguns prédios estão a ser comprados por estrangeiros que fazem o negócio, realmente, ‘off shore’. Compram o prédio aqui, vendem-no, por exemplo, em Londres, e o dinheiro nunca entra em Portugal. Aos turistas é fornecido um código para entrar nas casas, o que significa que até a criação de emprego é diminuta. É preciso dizer que a questão do alojamento local foi muito importante num período de crise pois veio trazer rendimento adicional a muitas famílias da classe média (e não só). Mas temos de encontrar a fronteira e sobretudo qualificar. Cada um é livre de o fazer mas é preciso perceber quando isso se transformou em indústria hoteleira. Além de que é preciso criar medidas de incentivo para ser apelativo aos proprietários colocarem as habitações para arrendamento para habitação".

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E aqui está a questão: "Há muitas casas vagas na cidade de Lisboa, cujos senhorios não colocam para arrendamento" Porquê? "Porque não há incentivos! E é isso que quero mudar". Para Teresa Leal Coelho esse facilitar da vida a quem escolhe Lisboa para morar aplica-se não só a famílias mas também a estudantes. "Tenho um projeto que é ‘Lisboa cidade Erasmus’. A câmara deve criar condições para trazer estudantes que têm de ter condições para arrendar quarto, casa… É fundamental ter política pública para habitação. E não distingo o estrangeiro do português. Lisboa é capital do mundo. Precisa é dar condições a quem aqui quer estar. Menos especulação imobiliária e mais condições para que todos possam viver em Lisboa. O turismo deve ser olhado como um segmento da economia da cidade para a dinamizar. Mas depois é preciso criar equilíbrio. Temos de encontrar condições para garantir que a cidade é dinamizada pelo turismo mas também garante a qualidade de vida a quem aqui vive".

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Teresa Leal Coelho, candidata social democrata à Câmara Municipal de Lisboa, com vista sobre o Castelo de São Jorge Foto: Carlos Ramos

Segurança e qualidade de vida. Mas o que é isso de qualidade de vida, Teresa? Sentada na esplanada do topo de hotel, olhando lá em baixo a praça da Figueira povoada de gente, a candidata responde: "É as pessoas terem segurança, poderem fazer a sua vida familiar, poderem ter os filhos na cresce ou na escola próximo de casa ou, caso isso não seja possível, terem a possibilidade de os levar e trazer da escola em tempo razoável, sem perder horas no transito. Qualidade de vida é ter uma vida serena. É poder circular na cidade, sair e regressar a casa sem sobressaltos".

Até Madonna fez parte do debate autárquico de Lisboa
Madonna
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A candidata defende a videovigilância nas ruas. "É um instrumento importante para a prevenção e investigação. Foi esta que permitiu encontrar os responsáveis por ataques terroristas em algumas cidades europeias. E, muitas vezes, a videovigilância quase "acidental", de lojas, de entidades privadas". A candidata sabe que há zonas na cidade com muito trabalho pela frente, zonas menos "seguras" e nas quais é preciso investir. "Evoluímos muito nos últimos anos. A polícia tem comportamento exemplar. Mas tem de ser em toda a cidade. Sabemos que há zonas da cidade, bairros com problemas de segurança", admite.

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LISBOA, SEGUNDO TERESA 

Teresa respira fundo e olha em seu redor, para a cidade. "A luz de Lisboa é única, já reparou?", afirma enquanto bebe mais um pouco de água, em fim de tarde quente. "A luz reflecte-se em alguns edifícios rosa (sem conotação política)", ri. "É uma cidade maravilhosa, que recebe muito bem as pessoas… A praça mais bonita que já conheci no mundo é o Terreiro do Paço. A sério que é!"

Lisboa é a cidade mais cool da Europa
Lisboa é a cidade mais
1 - “UMA VIDA NOCTURNA QUE PODE ULTRAPASSAR A DE MADRID” - “Se pensa que Madrid sai à noite até tarde, tente sair em Lisboa”, pode ler-se no site. Afirmando que a noite da cidade portuguesa dura até o sol nascer sobre o rio Tejo, a CNN destaca o Bairro Alto, o Cais do Sodré e a discoteca Lux, que apelida como “o rei dos superclubes de Lisboa”
2 - “COZINHA EXPERIMENTAL” - A
3 - “IRONIA” - É através de uma citação de Fernando Pessoa -
4 - “PRAIAS E CASTELOS” - Esta é uma das características mais visíveis de Lisboa. Praias a meia-hora de comboio, no caso da linha de Cascais, um castelo no alto de uma das colinas da cidade e as florestas e palácios de Sintra a 40 minutos de viagem
5 - “DESIGN FABULOSO” - “Para onde quer que olhe em Lisboa, o acentuado design contemporâneo é uma marca registada”, diz a CNN. Lisboa é uma cidade “que adora ter bom aspeto”, continua, evidenciando desde as peles elegantes, aos rótulos de vinho “arrojados” aos “edifícios espetaculares”
6 – ARTE -
7 - “RUAS FASCINANTES” - As “ruas fascinantes” de Lisboa, que não deixam os viajantes aborrecer-se, seja pelos padrões da calçada portuguesa ou pelas cores dos azulejos nos edifícios antigos
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa
Lisboa
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Lisboa
Lisboa

Então e se lhe pedisse as suas sugestões gastronómicas da cidade? Quais os petiscos de eleição de Teresa Leal Coelho? "Caracóis! E aquele prego do Tico-Tico! [na avenida Rio de Janeiro, o " seu" bairro]. "Ah, e pastel de nata!", está claro.  

Então e desde quando Lisboa se tornou senhora e já não é "menina e moça"? "Desde que passou a ser uma cidade cosmopolita, moderna, como uma cidade competitiva. Já nos permite dizer que é uma senhora Lisboa". Teresa sorri e tenta explicar o seu slogan de campanha: "Sabe, entre os muitos slogans que foram pensados, este era um deles e acabei por optar por este no dia em que juntei um grupo de filhos amigos, entre os 17 e os 30 anos, e lhes mostrei os vários slogans. Optaram unanimemente por este. Depois mostrei ao meu filho que tem 11 anos e ele respondeu-me: ‘Ó mãe, tem de ser este porque eu quando tenho muita fome quero um senhor bife!’". No Tico-Tico, digo eu, porque quem sai aos seus… não degenera.

 

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