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Juan Carlos atravessa os seus piores dias. Cada vez mais abandonado pela família, inclusivamente da rainha Sofia pondo-se novamente a hipótese de divórcio, o rei emérito é a imagem de um homem derrotado.
Se viveu o confinamento em plena solidão, nos últimos tempos começa a estar um pouco mais acompanhado, já que os funcionários do palácio da Zarzuela têm, aos poucos, retomado as suas funções.
Diz a cronista social Pilar Eyre sobre estes dias amargos do rei emérito: "Movimenta-se na Zarzuela em cadeira de rodas como alma penada".
A revista 'Lecturas' avança ainda: "Não falha com o seu filho, nem com a mulher com quem se casou sem amor e a qual chegou a detestar profundamente". Juan Carlos vive destroçado com a possibilidade que o deixem de tratar por rei
Outra angústia é poder ser enterrado como uma cidadão comum, ele que foi rei durante 38 anos. O seu pai, por exemplo, não reinou um único dia e repousa sob uma lápide em que está escrito: Juan III.