As cerimónias fúnebres de António Lobo Antunes começaram esta sexta-feira, 6 de março, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde a urna do escritor se encontra em câmara ardente. O funeral está marcado para amanhã, dia de Luto Nacional em homenagem ao autor.
A urna está coberta com o cachecol do Benfica, clube que acompanhou ao longo da vida, rodeada de várias insígnias e distinções que recebeu, incluindo o Grande-Colar da Ordem de Camões, entregue pessoalmente pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que marcou presença no início da cerimónia para prestar condolências à família.
Entre os familiares presentes, destacou-se a sobrinha do escritor, a atriz Paula Lobo Antunes, acompanhada por outros familiares próximos e amigos que se foram despedir daquele que é reconhecido como uma das maiores vozes da literatura portuguesa contemporânea.
Também marcaram presença várias figuras públicas, entre as quais o primeiro-ministro Luís Montenegro, o músico Vitorino, os políticos Eduardo Marçal Grilo, Edite Estrela e Assunção Cristas, acompanhada pelo marido, Tiago Pereira. Estiveram ainda presentes o psiquiatra Daniel Sampaio e o comunicador António Sala, entre outros amigos e admiradores do autor.
Questionado sobre a eventual ida do escritor para o Panteão Nacional, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a decisão “cabe aos políticos e parlamentares da Assembleia da República”. “Não sei o que é que a família pensa, nem o que ele gostaria que acontecesse, mas é daqueles nomes óbvios de estar há muito tempo no nosso Panteão, dos grandes da escrita em Portugal”, acrescentou.