Hannah Cain, conhecida profissionalmente como Hannah Terry, morreu na madrugada de domingo, 4 de outubro, na residência da família, em Dersingham, Norfolk. O alerta foi dado por volta das 2h25, depois de a médica ter sido encontrada inconsciente e sem respirar num quarto do piso superior. Os meios de emergência foram chamados ao local, mas já não foi possível salvá-la.
O caso ganhou contornos ainda mais graves durante a audiência judicial. A procuradora Jackie Hanlon revelou que a autópsia identificou uma lesão provocada por força contundente no lado direito da cabeça. Foi também encontrada uma lesão que poderá ser compatível com compressão do pescoço. O marido, Mark Cain, de 45 anos, foi detido após a descoberta do corpo da mulher e formalmente acusado de homicídio na terça-feira, 6. No dia seguinte, apresentou-se no Tribunal de Magistrados de Norwich, onde se limitou a confirmar os seus dados pessoais e não foi chamado a apresentar uma declaração de culpa.
O homem ficou em prisão preventiva e deverá voltar a tribunal esta quinta-feira, 8, desta vez no King’s Lynn Crown Court. A investigação da polícia de Norfolk continua em curso. Um dos elementos revelados em tribunal é particularmente delicado: havia crianças na residência quando ocorreu o incidente. De acordo com a imprensa britânica, Hannah Cain estaria a receber crianças para uma festa do pijama nessa noite.
Mas é a profissão da vítima que colocou este caso nas manchetes da imprensa britânica. Hannah Cain trabalhava como médica de família no Grimston Medical Centre e fazia parte de um grupo de profissionais que permaneciam de prevenção para atender membros da família real quando estes se encontravam na região de Sandringham. A informação foi inicialmente avançada pelo 'The Sun' e entretanto confirmada por vários meios britânicos.
A casa onde Hannah Cain vivia ficava muito perto de Sandringham House, uma das residências privadas do rei Carlos III e da rainha Camilla. Segundo relatos da imprensa britânica, a médica terá tratado membros seniores da família real, incluindo Camilla, durante as estadias em Sandringham.
A família de Hannah Cain pediu privacidade e descreveu-a como uma mulher “bondosa, generosa e amorosa”, destacando também a dedicação que tinha aos seus pacientes.