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Casa Real da Noruega

Mette-Marit no centro de nova polémica: livro revela detalhes secretos e autor é obrigado a recuar

Uma passagem de um livro está a dar que falar na Noruega e colocou a Casa Real, de novo, numa situação delicada. O autor revelou informações confidenciais sobre a saúde da rainha que nunca tinham sido tornadas públicas.
Ana Cristina Esteveira
Mette-Marit no centro de nova polémica: livro revela detalhes secretos e autor é obrigado a recuar
Príncipe Haakon, Princesa Mette-Marit
Rainha Mette-Marit
Mette-Marit e o príncioe Haakon
Mette-Marit
Princesa Mette-Marit da Noruega
Príncipe Haakon, Princesa Mette-Marit
Rainha Mette-Marit
Mette-Marit e o príncioe Haakon
Mette-Marit
Princesa Mette-Marit da Noruega

Uma referência ao transplante pulmonar da rainha Mette-Marit está a provocar uma polémica na Noruega e obrigou o escritor Alfred Fidjestøl a corrigir o que escreveu. O caso ganhou dimensão depois de se perceber que o livro incluía pormenores sobre a operação e sobre a origem dos órgãos. Informações que nunca foram reveladas oficialmente.

A passagem surge em 'Eventyrnettene', uma obra dedicada aos bastidores da participação da seleção norueguesa no Mundial de futebol de 2026. Ao recordar os acontecimentos que rodearam o jogo entre a Noruega e o Iraque, o autor escreveu que a então princesa herdeira tinha recebido dois pulmões novos durante a partida. Acrescentou que o dador teria morrido subitamente num acidente.

A questão é particularmente sensível porque as autoridades norueguesas protegem a identidade dos dadores e dos recetores de órgãos. O momento exato de um transplante também não é divulgado quando essa informação pode permitir estabelecer uma ligação entre as duas pessoas. Foi por esse motivo que o Palácio Real e o hospital tiveram especial cuidado na comunicação feita na altura da operação.

A intervenção foi anunciada a 17 de junho, precisamente no dia em que a Noruega venceu o Iraque por 4-1. No entanto, o comunicado oficial limitou-se a informar que Mette-Marit tinha sido submetida a um transplante pulmonar bem-sucedido no Rikshospitalet, em Oslo. Não indicou a hora nem o momento exato em que a cirurgia aconteceu.

Confrontado pelo jornal 'Dagbladet', Alfred Fidjestøl admitiu que tinha interpretado mal a informação e que não possuía qualquer conhecimento sobre o momento da operação. "Está mal formulado. Fui eu que percebi mal. Devia ter escrito que Mette-Marit tinha sido operada recentemente, e não que a operação aconteceu no mesmo dia em que a Noruega jogou contra o Iraque. Não sei nada sobre isso. Não devia ter lá ficado", reconheceu.

O escritor acabou, assim, por retirar fundamento à afirmação mais concreta da passagem. Também não apresentou qualquer prova que sustentasse a referência às circunstâncias da morte do dador. A reação não se ficou pelo reconhecimento do autor. Are Martin Holm, médico ligado ao acompanhamento da rainha no Rikshospitalet, alertou para os riscos de divulgar informações que possam ajudar a identificar quem doou os órgãos. O especialista lembrou que a proteção do anonimato é uma questão central na legislação norueguesa e que a divulgação de dados temporais pode comprometer essa garantia.

A editora Gyldendal confirmou ao 'Dagbladet' que a passagem precisava de ser ajustada e esclarecida. As alterações seriam introduzidas nas versões digitais e áudio, bem como nas próximas edições impressas, sempre que possível. Já o Palácio Real não quis alimentar a polémica. A responsável pela comunicação da instituição, Guri Varpe, esclareceu que não houve qualquer contacto com o escritor ou com a editora e que a Casa Real não tinha comentários a fazer sobre o livro.


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