Paul Burrell, antigo mordomo da princesa Diana, contestou algumas das revelações feitas por Charles Spencer no seu novo livro sobre a irmã, 'O canto do Cisne: Diana, a minha irmã', que tanta tinta tem feito correr graças às acusações que faz ao rei Carlos III.
O ex-funcionário da família real garante que Charles Spencer e Diana estavam afastados nos últimos anos de vida dela.
"Eles mal se falavam. Ele não fazia parte do mundo dela", afirmou Burrell em entrevista a Piers Morgan, um conhecido crítico de Charles Spencer.
"Imagino que esses últimos cinco anos da vida de Diana sejam bastante vagos no livro porque ele não sabe nada sobre eles", acrescentou.
O antigo mordomo, que manteve uma relação próxima com Diana, foi mais longe e revelou que a princesa não tinha uma relação particularmente próxima com a família Spencer. "Ela dizia-me: 'A minha família só me quer quando precisa dos melhores lugares nos melhores restaurantes ou quer sentar-se no camarote real em Wimbledon'", contou.
Paul Burrell não é o único a contestar as revelações de Spencer, especificamente a suposta reação de Carlos à notícia da morte de Diana. O conde alega no livro que Carlos lhe disse ao telefone, "Não te preocupes, vamos esquecê-la em breve", mas essa frieza contradiz os relatos incluídos no livro de Christopher Andersen, 'O Rei: A Vida de Carlos III', lançado em 2022.
Um funcionário da embaixada descreveu a reação de Carlos como uma "extraordinária manifestação de dor".
"Carlos soltou um grito de dor que foi tão espontâneo e veio do coração", descreveu. Outra testemunha descreveu o som como um "uivo de angústia".
O grito terá sido tão alto que foi ouvido por outras pessoas no interior do Castelo de Balmoral, que correram para o quarto de Carlos e encontraram o príncipe caído numa poltrona, a "chorar descontroladamente".
Recorde-se que Carlos e Diana estavam separados há dois anos quando a princesa morreu no trágico acidente de viação em Paris.