Continua a 'senda' de Donald Trump para tentar controlar a Gronelândia, região autónoma dinamarquesa. Esta quinta-feira, dia 8, assessores do presidente dos EUA ter-se-ão reunido na Casa Branca com o embaixador da Dinamarca, Jesper Moller Sorensen, e Jacob Isbosethsen, representante-chefe da Gronelândia em Washington, para discutirem mais uma vez o polémico assunto.
Mas, e afinal, o que pensarão os reis da Dinamarca sobre esta estranha ambição de Donald Trump? Frederico e Mary nunca se pronunciaram oficialmente, mas o monarca tomou uma atitude em dezembro de 2024 que parece ser um claro 'statement' sobre esta questão.
O brasão dinamarquês apresentava três coroas, símbolo da União de Kalmar, entre Dinamarca, Noruega e Suécia, que era governada a partir da Dinamarca, entre 1397 e 1523.
Mas, há pouco mais de um ano, Frederico mandou atualizar o brasão: removeu estas três coroas e substituiu-as pelas figuras de um urso polar e um carneiro, para simbolizar a Gronelândia e as Ilhas Faroe, respetivamente.
Segundo o comunicado da Família Real da altura, "o rei pretende (...) criar um símbolo contemporâneo que reflita os territórios autónomos e tenha em conta a história e a tradição heráldica".