No último domingo, dia 15, assinalou-se o primeiro ano sem Pinto da Costa. As redes sociais encheram-se de publicações em memória do antigo presidente portista e, na cidade invicta, houve missa de homenagem com família e amigos a lembrarem o homem que durante anos foi o símbolo máximo do Dragão, e que faleceu, aos 87 anos, na sequência de um cancro da próstata.
A viúva, Cláudia Campo, como que presidiu à cerimónia e os dois filhos de Pinto da Costa também não faltaram. Ainda assim, e segundo uma fonte revelou à FLASH!, o ambiente na igreja denunciava bem o mal-estar entre o clã, agravado por um episódio recente, uma vez que Alexandre perdeu a ação que tinha movido contra a 'madrasta' em tribunal. O empresário, recorde-se, reclamava em tribunal 3,7 milhões de euros a Cláudia Campo, acusando-a de ter delapidado, em vida, o património do pai. No entanto, o processo acabou por não ter o desfecho favorável que Alexandre pretendia e toda a família continua de costas voltadas. "O Alexandre estava na missa, mas à parte. Ninguém acredita que alguma vez possa restabelecer laços com a irmã e muito menos com a Cláudia (Campo)", disse uma fonte, acrescentando que nas guerras familiares nada se alterou desde que o presidente portista morreu.
No entanto, é legítimo dizer que Cláudia, de 49 anos, começou uma nova vida depois da morte do marido. Sabe a FLASH! que a última companheira oficial de Pinto da Costa já não trabalha na instituição bancária onde esteve durante quase todo o seu percurso profissional, gozando agora da vida desafogada que lhe coube com a partida do antigo dirigente azul e branco. "Está como que reformada. Chegou a acordo para sair do banco", explica uma fonte, acrescentando que Pinto da Costa fez questão de garantir que aquela que foi a sua cuidadora nos últimos anos tivesse uma vida desafogada.
Oficialmente, Pinto da Costa pouco deixou aos seus herdeiros: apenas um apartamento T1 e algum espólio artístico, mas fontes garantem que, como já se encontrava doente, o portista planeou ao detalhe como iria distribuir a sua fortuna, tendo-o, alegadamente, feito em vida, sendo que uma coisa é certa: deserdou o filho Alexandre no último testamento, dois meses antes da sua morte, confirmando, assim, que não acreditava na reabilitação da relação entre os dois, que se restabeleceu nos últimos meses de vida.
No entanto, o portista sabia que este era um tema que iria gerar controvérsia, tendo desabafado sobre o assunto no seu último livro 'Azul Até ao Fim'. "Neste momento, duas preocupações enchem a minha cabeça e o meu coração. Na minha falta, como será o relacionamento dos meus filhos? Como se vão entender na divisão dos meus bens? Já lhes lembrei o que a minha querida mãe nos dizia, a mim e aos meus irmãos: 'Entendam-se, senão metade do que vos deixo será para os tribunais e advogados. Sábias palavras, que todos seguimos, e tudo dividimos sem o mínimo atrito".
Apesar das preocupações, a verdade é que, ao deserdar Alexandre, ele próprio agudizaria esse mal-estar entre os filhos, que nunca mantiveram uma relação salutar.
Além de todas as quezílias, há ainda outra questão, relativa às ações do clube, pois também essas foram vendidas, alegadamente por 350 mil euros, não havendo qualquer rasto acerca do paradeiro desse dinheiro. Além disso, de acordo com o 'Correio da Manhã', houve também contas do dirigente que terão sido esvaziadas e passado de 800 mil euros no verão de 2024 para 50 euros à altura da morte de Pinto da Costa da Costa.
Sobre o que aconteceu à alegada fortuna do eterno dragão pouco se sabe, no entanto certo é que, além do montante herdado, a viúva irá receber uma pensão vitalícia, que se chegou a especular poder atingir os cinco mil euros mensais. Manteve também o direito a permanecer no luxuoso apartamento do marido, que é agora a sua residência oficial.