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Bárbara Rey, amante do rei emérito Juan Carlos durante os anos 90, acaba de publicar finalmente as suas tão aguardadas memórias no jornal 'El Mundo'.
Embora a publicação aborde a sua infância, juventude e os tempos difíceis que enfrentou até alcançar o sucesso, é a secção dedicada à sua relação extraconjugal com Juan Carlos que tem despertado o interesse do público... e o pânico da família real espanhola.
A apresentadora televisiva admite "saber muitas coisas" sobre o emérito, mas garante que não tem interesse em voltar a falar com ele.
"Ele estava mais apaixonado por mim do que eu por ele. Mas não acho que apaixonar-se seja o seu ponto forte", começa por escrever.
Rey relata a insistência que Juan Carlos demonstrou em conhecê-la e explica que não tem interesse em magoá-lo com as suas memórias: "Comigo, ele não foi o que eu esperava de um homem, mas não gosto de magoar ninguém, muito menos ele. Acho que ele fez muitas coisas boas por este país. O facto de ele não se ter comportado bem comigo não diminui o seu mérito em outras coisas".
A estrela espanhola faz também questão de explicar por que motivo Juan Carlos nunca a processou, numa altura em o pai do rei Felipe VI ameaça com processos judiciais uma outra amante, Corinna Larsen, e Miguel Ángel Revilla.
"Ele não me processa porque eu nunca falo mal dele. Simplesmente tive um relacionamento com ele, e reconheço isso", garante. "Ele nunca me deu nada. Eu recebia alguns presentinhos, uma pulseira, mas nada de valor monetário. Outras que vieram depois obtiveram um lucro impressionante", brinca ainda.
Recorde-se que, alegadamente, Juan Carlos passou 65 milhões de euros para uma conta de Corinna Larsen, com o acordo de que mais tarde dividiriam entre si o dinheiro. Mas Larsen terá ficado com o dinheiro todo.