A Casa Real britânica anunciou esta semana que o príncipe George, o filho mais velho dos príncipes de Gales, vai estudar em Eton a partir de setembro deste ano. Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, trata-se do mesmo colégio onde andou o pai, William, e o tio, Harry, e faz parte de uma longa tradição da família da sua avó, a princesa Diana.
Esta é uma mudança importante na vida do futuro rei de Inglaterra - que completa 13 anos no próximo mês - até porque se trata de um regime de internato e só de rapazes.
A propósito desta notícia, o 'The Telegraph' falou com um antigo colega de William de Eton, que revelou que o príncipe, que estudou lá entre 1995 e 2000, não só não era muito popular como até sofria de bullying, ainda que fosse apenas uma alcunha de mau gosto.
"Nós não 'admirávamos' o William, e acho que ele nem gostaria disso. Ele nunca se destacou muito, havia miúdos de famílias ainda mais ricas do que a dele e também outros de linhagem aristocrática inglesa que remonta a milhares de anos", contou, acrescentando que havia quem lhe chamasse 'alemão recém-chegado', troçando da sua ascendência, uma vez que a família real britânica descende da Casa alemã de Sachsen-Coburg und Gotha.
Situada em Berkshire, a poucos quilómetros do Castelo de Windsor, Eton é uma instituição conhecida por acolher uma determinada elite. Com cerca de 1300 alunos, todos rapazes entre os 13 e os 18 anos, o colégio funciona em regime de internato e é conhecido pela exigência académica, pelas tradições centenárias e pela forte aposta no desenvolvimento pessoal dos estudantes. Além da realeza, entre os antigos alunos encontram-se mais de 20 primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e David Cameron.