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Maria Kovalchuk, uma jovem modelo ucraniana de 20 anos que participou numa “festa porta potty”, no Dubai, e que foi encontrada gravemente ferida à beira de uma estrada depois de ter sido torturada por um grupo de "rapazes russos e ucranianos ricos", quebrou o silêncio e revelou aquilo de que se lembra antes de ter perdido a consciência.
Tudo começou quando Maria se deixou dormir e perdeu um voo para a Tailândia, no ano passado. Hospedada no hotel de luxo Five Jumeirah Village, no Dubai, foi então abordada por um jovem de 19 anos que tinha conhecido num karaoke e que lhe ofereceu alojamento num hotel e boleia até ao país asiático no jato privado do pai.
Contudo, quando chegou ao hotel, Maria foi levada para uma festa de um grupo de jovens, identificando alguns como membros da elite russa e de Donetsk.
Segundo a modelo, os indivíduos - entre os quais estariam Artem Papazov, filho do empresário de Donetsk Oleg Papazov, que mora nos Emirados Árabes Unidos e administra um negócio na Rússia, assim como o russo Alexey Krashennikov, o bielorrusso Alexander Loptitsky, a influencer russa Alexandra Mertsalova e a ucraniana Milena Dolganova - começaram a partir garrafas no chão para impedir que ela, que estava descalça, fugisse. Além disso, tiraram-lhe o passaporte. Depois tentaram ter relações sexuais com ela e, perante a recusa, a "agressividade só aumentou".
Kovalchuk tentou fugir e conseguiu encontrar refúgio num prédio em obras. Contudo, o grupo que a perseguia encontrou-a: foi então brutalmente espancada e possivelmente atirada de uma altura considerável para a rua. O relatório do crime afirma que "praticamente lhe arrancaram a pele do couro cabeludo". A jovem foi encontrada mais tarde por um motorista que passava no local e levada para o hospital, onde permaneceu em coma durante vários dias.
Maria já passou por oito cirurgias complicadas, e ainda anda de cadeira de rodas e com muletas devido a fraturas na coluna, braços e pernas.
Agora, em entrevista à jornalista Ksenia Sobchak, da Ostorozhno.Media, recordou aquilo que se lembra das agressões: “Muito provavelmente, houve um golpe na cabeça, suponho. A coisa seguinte de que me lembro é de eu pedir ajuda a um carro que passava".
“Acho que talvez me tenham atirado. Ou então foi uma agressão. Uma de duas opções; os ferimentos pareciam resultado de espancamento ou de uma queda", continuou.
A modelo mudou-se entretanto para a Noruega, para viver com a mãe, Anna, enquanto recupera. Anna já dissera anteriormente que as autoridades do Dubai tinham pago “milhões” pelo tratamento da filha.
“No dia seguinte, o caso foi encerrado [e os homens] foram libertados”, afirmou a mãe.
As chamadas "festas porta potty" no Dubai estão a causar grande preocupação, já que há vários relatos de homens ricos atraírem mulheres vulneráveis para estes eventos.