Vozinha, o guarda-redes de Cabo Verde que se tornou num verdadeiro herói ao manter a baliza fechada a sete chaves perante o poderio ofensivo de Espanha no jogo do Mundial da passada segunda-feira, comoveu o público quando, no final do jogo, lamentou não ter tido a mãe ao seu lado por não ter dinheiro suficiente para o visto.
Em janeiro deste ano, Cabo Verde foi incluído numa lista de 50 países cujos cidadãos teriam de pagar cauções até 15 mil dólares (cerca de 13 mil euros) para entrar nos Estados Unidos, com o intuito de prevenir a permanência ilegal depois do visto caducar.
“Ela não conseguiu estar aqui por causa do visto, por causa do dinheiro que temos de pagar por ele”, disse Vozinha depois da partida. "Não conseguimos a tempo, gostaria que ela estivesse aqui.”
Um funcionário do Departamento de Estado lembrou, todavia, que a caução é não é exigida aos familiares dos jogadores, acrescentando não haver registo de pedido de visto por parte da mãe do guarda-redes, Ana Cândida Évora.
"O Departamento de Estado dos EUA não possui registo de que tenha solicitado esse visto. Todos os parentes de jogadores são elegíveis para isenção da caução e o Departamento de Estado está a entrar em contacto com a família deste jogador para o ajudar com os serviços de visto”, referiu o funcionário à CNN Internacional.
Segundo a mesma fonte, a mãe de Vozinha não tem passaporte, mas está nesta altura em processo de obtenção do documento.