Depois de um grupo de cidadãos ter entregue no Parlamento uma petição que a pedir o “fim da ideologia de género” e a "descriminalização das 'terapias de conversão sexual'"., Inês Herédia decidiu falar sobre o seu caso pessoal, mostrando-se disponível para dar o seu testemunho público.
Hoje completamente assumida em relação à sua orientação sexual, a atriz já partilhou que este não foi um processo fácil. "Demorei muito, muito tempo desde o primeiro relacionamento que tive [com uma mulher] até dizer: eu gosto de mulheres (...) Não foi fácil assumir-me. Sou católica e não percebia porque tinha nascido assim", já partilhou no passado Inês, que assumiria ao lado de Gabriela Sobral, com quem tem dois filhos, a sua homossexualidade.
Porém, antes disso, garante ter sido desencorajada por uma psicóloga a assumir os seus sentimentos, revelando agora que a profissional a tentou 'converter' em relação à sua orientação sexual. "Nunca falei publicamente sobre isto porque não foi necessário e porque não tinha a distância necessária. Estou no entanto, inteiramente disponível para testemunhar em primeira pessoa ao nosso Parlamento o que é ser alvo de uma prática destas (terapias de conversão sexual)", disse, acrescentando que ainda hoje tem guardados os papéis de exercícios que lhe eram passados nas sessões orientadas pela psicóloga.
"Posso também levar os exercícios que a minha psicóloga me fazia, guardei as folhas todas. E convidamos estas 17.000 pessoas a fazerem cada um deles. Numa espécie de Hunger Games para ver quem chega ao fim de pé. O perigo destas práticas é MUITO sério e MUITO silencioso. A OMS pronunciou-se e a lei acompanhou. Não dá para voltar atrás nisto."