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Drama

"Só me achei bonito aos 35 anos". Cauã Reymond revela traumas de bullying e baixa autoestima

Acaba de lançar uma série sobre os bastidores obscuros do futebol que está a ser um mega sucesso no Brasil. Num podcast ator brasileiro Cauã Reymond acaba por revelar que foi a psicanálise que o salvou.
João Bénard Garcia
"Só me achei bonito aos 35 anos". Cauã Reymond revela traumas de bullying e baixa autoestima
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond e Grazi Massafera
Cauã Reymond e Isis Valverde
Cauã Reymond e Grazi Massafera
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond
Cauã Reymond e Grazi Massafera
Cauã Reymond e Isis Valverde
Cauã Reymond e Grazi Massafera

O ator Cauã Reymond, de 46 anos de idade, esteve no podcast Charla, dedicado aos bastidores do futebol, para, junto com o colega Marcelo Adnet, apresentar a série 'Jogada de Risco', que foi criada, produzida e é protagonizada pelo Mau-Mau de 'Malhação', e que começou este mês a ser emitida pela GloboPlay. A série está a ter tanto sucesso no Brasil que os telespectadores já a batizaram de "o proibidão do futebol", pois mistura bastidores obscuros do desporto, incluindo apostas, festas e saúde mental e, claro, muito sexo, hetero e homossexual.

E foi em conversa no Charla Podcast que o sex symbol Cauã Reymond fez revelações surpreendentes de que ninguém estava à espera. "Sou muito grato pela carreira que construí, também como sex symbol, como homem objetivado, não tenho nenhum problema com isso", assume, reconhecendo, contudo, um problema pessoal que mexia com a sua saúde mental: "Eu, através da (psic)análise, só me senti um homem bonito com 35 anos. Eu sabia que as pessoas me achavam, mas eu não me achava".

As razões para que aquilo que o ator via ao espelho todas as manhãs não coincidisse com o que o público via tem a ver com "bullying na escola" e "fraca autoestima". "Primeiro eu tinha o cabelo encaracolado e era zoado na escola. Eu tinha bocão (lábios grossos). O meu nome era diferente. Venho de uma família toda quebrada. Meu pai não estava tão perto quanto eu gostaria. A minha mãe estava tentando sobreviver. A gente vendia paçoca (doce tradicional brasileiro feito de amendoim torrado, açúcar e sal) e coisas assim", revela o ator descendente de indígenas, portugueses e suíços, mostrando ainda mais fragilidades e dificuldades na infância: "Eu não era um menino com autoestima, às vezes faltava comida em casa".

Além dos problemas diretos com os pais, a tal "família quebrada", como Cauã a classifica, o ator viveu de perto dramas na família: "A minha mãe era empregada, adotada, era HIV positiva. A minha tia era esquizofrénica, foi assassinada no hospício. É uma história extremamente trágica, e de repente eu sou um jovem ator com este sucesso todo, com um casamento feliz, com tudo bem. Levei algum tempo para assentar e ser grato. Saí desse momento através da terapia, errando, conversando".

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