Francisca Albarran-Bonde, de 32 anos de idade, filha do antigo jornalista e empresário Artur Albarran, falecido a 15 de fevereiro de 2022, e da jornalista Paula Colaço, a jovem esteve no Estoril Open numa passagem pelo torneio de ténis mais importante de Portugal. A mulher loira chamou a atenção, não apenas por ser filha de quem é, mas também porque é uma das maiores promessas nacionais na banca internacional, para além de ser raro em comparecer em eventos públicos, primando pela discrição. Francisca reside há quase dez anos em Londres e é, desde agosto de 2022, vice-presidente da equipa de banca de investimento do Bank of America, liderando 40 pessoas, entre analistas e associados.
A filha do malogrado empresário e jornalista licenciou-se em Economia pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE), fez Erasmus durante seis meses nos Estados Unidos e posteriormente mudou-se para o Reino Unido onde concluiu um mestrado em Finanças na Cass Business School que lhe abriu as portas a um estágio na banca europeia. Casada com um norueguês, é o rosto do Bank of America para os negócios nos recursos naturais e no setor da energia que envolvem países lusófonos. "Trabalhamos com clientes e negócios que definem a sociedade e a economia da qual fazemos parte", declarou em 2023 no podcast do Expresso 'O CEO é o Limite'.
Na edição de junho/julho de 2023 da revista Forbes Portugal surge na capa, ao lado de empreendedoras como Paula Amorim, Cláudia Azevedo, Ana Figueiredo, Mafalda Duarte ou Daniela Braga, com o título 'As mais poderosas nos negócios'. Francisca garante que tem a ambição de querer continuar na City em Londres, onde três anos depois ainda cumpre a missão. "Nos próximos anos não me vejo a fazer outra coisa. Dependendo de onde viverei terei de fazer escolhas. Poderei vir para cá, mas o mercado bancário é muito pequeno", reconheceu em conversa com a jornalista de Economia do Expresso Cátia Mateus.
Questionada sobre quem foram os seus mentores na carreira de sucesso que tem, Francisca Albarran-Bonde não hesita em apontar o pai e a mãe. "Os meus mentores no início da minha carreira foram os meus pais, de uma maneira mais importante do que eu esperaria. De um lado fizeram-me sonhar, ser muito determinada. Fizeram-me ter este pensamento crítico: 'Ok, o mundo não é só Portugal, eu não preciso de ficar aqui. Este não tem de ser o meu palco. O meu palco é a Europa'", salienta, apontando quem esteve na origem desse pensamento. "O meu pai deu-me alento para definir o meu objetivo, a minha mãe deu-me ferramentas para chegar lá mais rápido".
Trabalha em média das 9 da manhã até às 23 horas ou meia noite num dia normal e assume que o que a salva nesta selva financeira é a família e os amigos, para quem reserva os sábados. "Tenho um grande suporte familiar e de amigos. Eu desligo, por uma questão de equilíbrio e saúde mental das 9 às 23 horas ao sábado e não olho para os emails. Isso, para mim, é essencial. Essas são as minhas horas para a minha vida pessoal, para balançar esse desgaste e respirar fundo", assume.
A jovem que queria ir para ciências, e chegou a equacionar a possibilidade de cursar astrofísica, não se arrepende do percurso feito até aos seus 32 anos na banca internacional. A única coisa que lhe faz falta está em Portugal. "Sinto falta do sol. Se Londres tivesse sol não saía de lá", garante.