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Ao longo dos últimos meses, não foi apenas Luís Montenegro que passou por momentos de tensão, mas sim toda a família. A polémica em torno da empresa Spinumviva respingou para a mulher, Carla, e para o filho mais velho, que passou a ser o administrador da mesma.
As controvérsias tiraram, de repente, Hugo Montenegro do anonimato. E se inicialmente foi com alguma mágoa que viu a sua vida sofrer uma volta de 180 graus, na reta final da campanha como que se começou a habituar às luzes da ribalta. Numa das últimas ações do pai, fez questão de demonstrar o seu apoio e, na noite eleitoral, estava na linha da frente, com o V de vitória empunhado a parabenizar o pai.
Nas redes sociais, Hugo, de 23 anos, licenciado em Gestão de empresas, partilhou momentos ao lado dos pais, orgulhoso pelo desfecho de todo este processo que teve implicações para toda a família.
Ainda assim, Hugo e o irmão, que sempre cresceram com o pai ligado à política, desde cedo que se habituaram a ver a profissão do pai afetar a sua vida, com o Primeiro-Ministro a recordar, em entrevistas, que os dois sofreram devido à sua carreira parlamentar. "Eles sofreram muito. Um nasceu um ano antes de seu ter sido eleito deputado e outro quando eu ja estava na Assembleia da República, foram acompanhando a crescente exposição pública, com tudo aquilo que isso acarreta. Tiveram várias episódios na escola que foram muito duros, ao ouvir comentários sobre o pai. Tive uma fase de os proteger e de os tirar do meio escolar onde estavam, nomeadamente o meu filho mais velho, por causa da perturbação que, colegas, pais de colegas, funcionários e até professores da escola, lhe estavam a provocar", disse, adiantando que nessa altura Hugo era confrontado com comentários desagradáveis. "Diziam: o teu pai não está porque anda a passear com o nosso dinheiro. Havia a predisposição para cobrar a um miúdo aquilo que eram as frustrações das pessoas."