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Casas reais

Choque! Acusado por 60 mulheres de agressão sexual, pai de Dodi Al Fayed fez "proposta indecente" à princesa Diana

Revelados novos dados sobre os avanços de Mohamed Fayed na relação com Diana que deixaram a princesa a "tremer".
29 de setembro de 2024 às 14:56
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Dodi Al-Fayed, princesa Diana
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Mohamed Al-Fayed
Dodi Al-Fayed, princesa Diana

A princesa Diana poderá ser uma das alegadas vítimas de assédio sexual do empresário Mohamed Fayed, pai de Dodi Fayed, o último namorado da mãe de Harry e William, que também morreu no acidente em Paris em agosto de 1997. 

A revelação foi feita pelo antigo mordomo da princesa Diana, Paul Burrell, sobre o período em que Lady Di estava separada do então príncipe Carlos e acabou por aproximar-se de Mohamed Fayed, então proprietário dos famosos armazéns Harrods.

Paul Burrell relatou um episódio em que a princesa Diana supostamente ficou a tremer com um comentário sexual do empresário, 32 anos mais velho. 

"Eu estava no carro quando ela saiu a correr do escritório dele, a tremer, e disse-me, e estas são as suas palavras exatas que ele tinha dito: "Quero que cases com o meu filho porque, segundo a tradição egípcia, o pai vai primeiro", contou Paul Burrell, citado pelo 'The Sun'.

"Ele disse: 'Vou dormir contigo'. Ela então disse em choque: 'Consegues imaginar fazer amor com o Yoda?' Foi isso que ela lhe chamou. Fiquei enojado com o comportamento dele", afirmou ainda o antigo mordomo.

Segundo Paul Burrell, Fayed, que morreu no ano passado aos 94 anos, cortejava Diana desde 1986, quando conheceu a princesa num jogo de pólo patrocinado pela Harrods.

Após a separação oficial de Diana e Carlos, em meados dos anos 1990, o empresário passou a ser uma presença constante na vida da falecida princesa de Gales. "O Harrods era um porto seguro para ela. Era mesmo ao virar da esquina do seu restaurante preferido, o San Lorenzo, e ela adorava poder lá ir", recordou.

"Fayed viu uma oportunidade de a trazer para o seu domínio. Deixou-a usar um túnel secreto que nos leva à loja. Disse-lhe que podia ter tudo o que quisesse de graça, o que ela recusou, e deixou-a a ela e aos rapazes [Harry e William] fazerem compras a altas horas da noite. O que ele fez foi dar-lhe algo que a realeza não lhe deu. Ele facilitou-lhe uma fuga - e sabia o que estava a fazer. Ele deu-lhe um caminho para explorar que ela pensava ser seguro", descreveu Paul Burrell.

"Eu disse-lhe para ter cuidado com ele e para não confiar. Ela concordou. Disse-me: 'Tal como Jackie Kennedy, preciso de encontrar um Onassis que me mantenha segura'".

Diana e o filho do empresário agora acusado de ser predador sexual, o produtor de cinema Dodi, começaram a namorar depois de Fayed a ter convidado, juntamente com os seus filhos, a ficarem hospedados na mansão de 30 quartos em St Tropez, em 1997.

O ex-mordomo da princesa disse ter sido testemunha dos alegados assédios sexuais de Mohamed Fayed. "As suas mãos passeavam-se. Ele punha literalmente as mãos nas mulheres sem as pedir. Com Diana, ele não podia ir muito longe. Ela estava sempre em vantagem porque ele não podia dar-se ao luxo de a perder. Infelizmente, para a maior parte das senhoras que trabalhavam para ele não era assim".

Cerca de 60 mulheres acusaram o empresário e antigo proprietário dos grandes armazéns londrinos de agressão sexual, pelo menos cinco mulheres acusam-no de violação sexual, segundo o 'El Mundo', mas este número ainda pode aumentar.

Um dos quatro filhos vivos de Mohamed Al Fayed, Omar, que foi membro do conselho de administração da Harrods até à venda da empresa, afirmou estar "horrorizado" com as alegações. "Estou chocado e profundamente preocupado com as alegações recentemente feitas contra o meu falecido pai", declarou o empresário de 36 anos num comunicado.

"A magnitude e a natureza explícita são chocantes e põem em causa a boa memória que eu tinha dele", reconheceu, acrescentando que o era "maravilhoso", mas que isso não o impede de "avaliar objetivamente as circunstâncias".

Um grupo denominado "justiça para as sobreviventes do Harrods" anunciou na sexta-feira, 27, que vai iniciar um processo civil em nome de "60 sobreviventes". A defesa citou ter também "provas credíveis" de agressões sexuais noutras propriedades e empresas de Fayed, como o Fulham Football Club.

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