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Drama

Condenado à prisão perpétua na Tailândia, Daniel Sancho vê a guerra entre os pais agravar-se: há acusações e ressentimentos

Enquanto Daniel Sancho cumpre pena pelo homicídio de Edwin Arrieta, os pais voltam a expor publicamente as feridas que os separam.
Ana Cristina Esteveira
 Silvia Bronchalo, Daniel Sancho, Rodolfo Sancho
Silvia Bronchalo, Daniel Sancho, Rodolfo Sancho Foto: D.R.

A relação entre Silvia Bronchalo e Rodolfo Sancho está longe de ser pacífica. Na entrevista ao programa espanhol '¡De viernes!', da Telecinco, a mãe de Daniel Sancho falou abertamente das divergências com o antigo companheiro e da influência que acredita que este teve na relação com o filho, condenado à prisão perpétua na Tailândia pelo homicídio de Edwin Arrieta.

"Não temos os mesmos valores, nem a mesma forma de pensar, nem os mesmos princípios. Não partilho quase nada do que ele diz", afirmou Silvia, que confirmou não manter contacto com o ator desde que se encontraram em tribunal. A atriz espanhola também criticou o comportamento público do antigo companheiro, que considera incoerente. "À porta do tribunal, insultas-me e depois dizes que não és tu que apresentaste a queixa", declarou, recordando o confronto judicial entre ambos.

Mas foi ao falar de Daniel que Silvia abordou uma das questões mais delicadas da família. Questionada sobre a influência do pai na relação entre mãe e filho, respondeu: "Sim, acho que ele influenciou a nossa relação". A mãe do condenado recordou ainda um episódio de 2013, quando um familiar da família Sancho a contactou.

Segundo contou, transmitiram-lhe que a avó paterna de Daniel queria falar com ela e que estava triste com a forma como Silvia teria sido tratada pela família, bem como com o afastamento entre mãe e filho. Silvia afirmou que, desde a separação, nunca mais conseguiu recuperar uma relação próxima com Daniel.

O distanciamento mantém-se até aos dias de hoje mesmo depois do que aconteceu com Daniel. Silvia revelou que não tem contacto com o filho desde abril e que lhe enviou cartas através da embaixada, sem receber resposta. Contou também que, depois de uma conversa em que se sentiu enganada e manipulada, decidiu afastar-se para proteger a própria saúde mental.

A entrevista surge na sequência da polémica em torno das gravações de conversas privadas entre mãe e filho. Silvia confirmou que era ela quem gravava as chamadas, com o conhecimento e consentimento de Daniel, mas negou ter divulgado os áudios e disse ter apresentado uma denúncia para apurar quem o fez.


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