Iker Casillas continua determinado a receber a indemnização de 1,5 milhões de euros que reclama pelo enfarte sofrido em 2019, quando representava o FC Porto. O antigo guarda-redes espanhol decidiu avançar com uma ação judicial contra a seguradora portuguesa Fidelidade, acusando a empresa de recusar o pagamento previsto na apólice.
Casillas defende que o enfarte deve ser considerado um acidente de trabalho, o que lhe daria direito à indemnização. A Fidelidade, porém, rejeita essa interpretação e recusa assumir qualquer responsabilidade pelo pagamento do montante reclamado.
O processo, que decorre no Tribunal do Trabalho do Porto desde outubro de 2021, tem como base um pedido de indemnização de 1,5 milhões de euros. Este montante corresponde ao salário anual que o FC Porto comunicou à seguradora para efeitos de definição da responsabilidade prevista no contrato de seguro.
Mas as exigências de Casillas não se ficam por aqui. O espanhol defende que o FC Porto deve assumir a parte das indemnizações que considera não estar coberta pelo contrato de seguro, exigindo o pagamento adicional de 491.570,32 euros relativos à incapacidade temporária absoluta e de 996.324,50 euros respeitantes à IPATH (Incapacidade Permanente Absoluta para o Trabalho Habitual).
Para além destes montantes, solicita ainda o pagamento de futuras despesas médicas e medicamentosas decorrentes das sequelas do enfarte, bem como o capital de remição da pensão anual a fixar pelo tribunal.