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Nunca como agora o príncipe Haakon falou tão abertamente sobre o estado de saúde da princesa Mette-Marit. Assumiu o futuro rei da Noruega que a mulher "está gravemente doente" e que o seu estado de saúde "piorou" consideravelmente nos últimos tempos por causa de uma doença que lhe rouba qualidade de vida: fibrose pulmonar progressiva.
Preocupado, o filho mais velho do rei Harald acabou até por encurtar a sua visita ao Japão. Quer estar o mais próximo possível daquela que, apesar de todos os escândalos em que se viu envolvida, é o grande amor da sua vida. Só que Haakon vê-se agora forçado a gerir a crise que se abateu sobre o palácio e sobre a monarquia norueguesa devido à crescente pressão pública.
O futuro rei não pode continuar a ignorar as sondagens que indicam um declínio no apoio a Mette-Marit. É preciso tomar uma atitude para remediar os males contra a Coroa, dizem-lhe os mais fiéis conselheiros. Assim, Haakon deu autorização para que fosse criado um 'gabinete de crise'. O objetivo será voltar a encontrar a estabilidade e explorar possíveis cenários futuros para a monarquia – incluindo uma potencial retirada da princesa herdeira.
Esse é o cenário que mais dói ao príncipe, mas pode ser o único que pode ser a melhor solução para a monarquia do país. A própria Mette-Marit - que aguarda por um transplante de pulmão - já considerou essa possibilidade podendo a Coroa à frente de interesses pessoais.