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José Wallenstein perde segundo filho

Filipa Galante abriu processo em tribunal para libertar Wallenstein de responsabilidades. “Não posso obrigar o Zé a ser pai”, dispara.
Por João Bénard Garcia | 19 de janeiro de 2017 às 12:34
José Wallenstein, Filipa Galante
José Wallenstein, Filipa Galante
José Wallenstein, Alexandra Lencastre, Manuel Wiborg
Clara Portela, José Wallenstein, Rui Vilhena
José Wallenstein, Filipa Galante
José Wallenstein
José Wallenstein, Filipa Galante
José Wallenstein, Alexandra Lencastre, Manuel Wiborg
Clara Portela, José Wallenstein, Rui Vilhena
José Wallenstein, Filipa Galante
José Wallenstein

Depois de há 30 anos o ator José Wallenstein ter perdido um filho que nasceu com Trissomia XXI e que faleceu cinco meses depois, agora, o corrupto inspetor Joaquim Fernandes de 'Ouro Verde', a novela da TVI líder de audiências, prepara-se para, em tribunal, abdicar de todas as responsabilidades parentais de um bebé de dois anos e meio.

Em breve, José Wallenstein terá de dizer ao tribunal que decidiu abdicar da responsabilidade de ser pai de António Franco Galante Wallenstein, de dois anos e meio, fruto da relação que teve durante 3 anos com a arquiteta e consultora Filipa Galante, de 40 anos.

Em exclusivo ao site FLASH!, Filipa Galante assume a coragem de, antes do Natal, ter ido ao tribunal de Torres Vedras para libertar o pai do filho de quaisquer responsabilidades parentais. "Respeitando as decisões do Zé [José Wallenstein], fui ao tribunal e dei entrada de um processo de pedido de guarda total do António, no sentido de dar o direito ao Zé de renunciar às suas responsabilidades parentais", adianta a mãe do menino.

"Não posso obrigar o Zé a ser pai", dispara Filipa Galante, antes de explicar os contornos do caso e ainda como encara, com racionalidade, esta situação: "O Zé nunca me disse para fazer um aborto. O que sempre me disse é que não tinha vontade de voltar a ser pai. Mas deixou claro que respeitava a minha decisão. Sempre tivemos uma relação de alguma cumplicidade e amizade".

Filipa Galante, que já era mãe de uma menina, confessa que, quando engravidou de António, teve "a oportunidade de decidir se queria ou não ter o filho, levando a gravidez para a frente" e reconhece que o ator José Wallenstein a apoiou na decisão: "Ele deu o nome ao António, assumiu a paternidade. O António tem um pai. Mas se manifesta a intenção de não assumir a responsabilidade – que é diferente de assumir a parentalidade –, então tenho que aceitar".

Ao contrário do que a maioria das mulheres, que se separam ou divorciam, exigem aos ex-companheiros quando ficam com a guarda dos filhos, Filipa Galante assegura que só quer libertar o pai do filho de quaisquer responsabilidades. "A opção dele é a de não assumir as responsabilidades, daquelas que as mulheres normalmente pedem no tribunal, que os pais estejam presentes de 15 em 15 dias, de pagar X de pensão por mês. Ele não manifestou interesse em assumir isso. Nunca se falou em valores, tivemos inclusive uma situação complicada pontual, em que depois o Zé teve que assumir a responsabilidade. Foi chato, mas resolvemos aquilo os dois", relata.

Num quadro mental aberto e pouco usual, Filipa Galante exprime os seus argumentos em defesa da liberdade de escolha do ex-companheiro e pai do filho. "Há quem defenda que as mulheres têm que pedir e exigir as responsabilidades aos pais. Eu já fiz várias vezes o exercício e não consigo sentir a vida dessa forma. Acho que também é preciso ter respeito pela opinião do homem. Acima de tudo pela vida da pessoa. A pessoa é que sabe se quer participar. O homem, neste caso é que tem de decidir se quer participar, ou não, no crescimento e desenvolvimento do seu filho", sintetiza

FILHO NÃO É PRIORIDADE

A arquiteta e consultora vai ainda mais longe e declara haver, apesar de tudo, "uma ligação pontual do Zé com o filho, desde que tenha disponibilidade. Ele foi muito claro comigo e só tenho que o respeitar. Não o posso obrigar a ser pai. Ou um pai muito presente. Se a pessoa não sente essa vontade, não o posso obrigar", reconhece.

"O Zé tem consciência de que tem um filho. E quando está com o António é um pai muito interventivo. Faz um trabalho bom com o António, quando está com ele. É interventivo e estimula-o e fala com ele. O Zé é bom pai", garante-nos.

Filipa descreve, contudo, o reverso da medalha: "O Zé depois tem as suas prioridades de vida e, muito provavelmente, o António não passa por elas. Tento fomentar o melhor relacionamento entre os dois. O Zé vai buscar o António quando pode, quando dá, dá, quando não dá, não dá. Não forço nada. Não podemos pedir aos outros mais do que aquilo que eles podem dar. Se daqui a cinco anos o Zé mudar de ideias, de certeza que o António o receberá bem", remata.

Recorde-se que José Wallenstein já tem uma filha, Laura, de 5 anos, fruto do anterior casamento com Clara Portela. Já Filipa é mãe de Beatriz, de 12 anos. 

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