Chovia muito naquela noite de 25 de janeiro de 2004, no Estádio Municipal de Guimarães. O Vitória recebia o Benfica para o campeonato. Miklós Fehér, o avançado que José António Camacho lançara no jogo aos 59 minutos, para o lugar de João Pereira, disputa uma bola com Romeu. O esférico sai pela lateral e Fehér impede o jogador vimarenense de fazer o lançamento. Olegário Benquerença mostra-lhe o cartão amarelo e o húngaro responde com um sorriso. O último sorriso.
Os adeptos na bancada e milhões em casa assistem, incrédulos ao que se segue. Fehér dobra-se e cai desamparado. Os colegas correm para ele e percebem a gravidade da situação. Os médicos apressam-se a chegar ao jogador.
Segue-se o desespero. Jogadores do Benfica e do Vitória choram compulsivamente. Minutos depois, chega um desfibrilhador. Tarde demais. Fehér não volta a acordar. Ainda é levado ao hospital, mas não há nada a fazer. Aos 24 anos, o coração do jogador deixou de bater.
Já passaram 22 anos sobre estes trágicos acontecimentos, mas os benfiquistas não esquecem. Na noite deste domingo, 25, viveu-se um momento emocionante no estádio da Luz, em Lisboa, durante o jogo Benfica - Estrela da Amadora. Ao 29.º minuto da referida partida - o número da camisola do húngaro - assistiu-se a uma bonita homenagem ao antigo jogador benfiquista. A claque dos encarnados entoou o nome de Miklós Fehér e a assistência levantou-se para bater palmas em honra de Fehér.