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Houve um período em que Cristina Ferreira foi criticada por ter adotado uma postura mais arrogante. Isso aconteceu quando deixou a SIC e regressou à TVI como diretora e com um lugar na administração da estação de Queluz de Baixo.
"Fui amada por um país durante muitos anos, e quando decido voltar para a TVI, eu não estava a fazer mal a ninguém… Só queria voltar a um sítio onde estava bem. Porque já não estava feliz onde estava e tinha tido uma proposta irrecusável. Mas as pessoas não perceberam e magoaram-me", fez saber recentemente em entrevista, sem esconder alguma mágoa.
A isso somou-se também uma ânsia permanente em exibir o seu luxuoso nível de vida. Uma atitude que não agradou e que levou a um distanciamento do público. Mas Cristina Ferreira soube "travar" a tempo e teve a capacidade de se "reencontrar". Pode ter sido uma simples coincidência, mas isso deu-se quando a diretora da estação de Queluz de Baixo se apaixonou pelo tenista João Monteiro.
Este amor trouxe, sem dúvida, uma nova tranquilidade à vida de Cristina Ferreira. Hoje, está visivelmente mais feliz e mais próximo daquela Cristina [a da Malveira] que apaixonou um país. A apresentadora também faça disso: "Estou no sítio onde cresci, é para lá que volto todos os dias. É muito fácil nesta profissão andares a planar e sentires-te maior do que os outros. Quando voltas ao teu sítio, percebes que não mudou nada. Isso foi crucial para eu nunca virar parva. Estar naquele sítio é muito melhor do que estar na televisão. Ninguém compreende isso (...) Mas adorava que, quando saio da televisão, ninguém soubesse quem sou."
E acrescenta ainda em jeito de balanço: "Tento manter sempre essa distância, entre a Cristina da televisão e a da vida real. A da televisão é a mesma, só que está numa situação de purpurinas." É com esta consciência que Cristina encerra o ano em paz.