Duramente criticado após o jogo de estreia da Seleção Nacional frente à República Democrática do Congo, que terminou empatado a uma bola, Cristiano Ronaldo optou por manter o silêncio perante os comentários negativos. O resultado desiludiu os adeptos portugueses e muitos dos que esperavam assistir a mais uma exibição de excelência do capitão das Quinas. Entre as críticas, destacaram-se ainda as que apontavam a idade do avançado como um entrave à sua presença no 11 inicial.
A resposta chegou dentro das quatro linhas, no encontro diante do Uzbequistão. Ronaldo foi uma das figuras da partida ao apontar dois dos cinco golos da vitória portuguesa, voltando a merecer os aplausos dos adeptos em todo o mundo. No final do jogo, o internacional português admitiu que esta última semana foi particularmente "escura" e "difícil" de gerir.
"Foi uma semana difícil, escura, parecia que já estava retirado do futebol, mas aguentei-me como me aguento sempre porque acredito mais no trabalho do que noutra coisa. Foi difícil, tenho que confessar, mas estamos de volta", começou por dizer no final do jogo.
E continuou: "Eu chego sempre, mais cedo ou mais tarde eu estou lá. Por isso, é continuar o meu trabalho. Acredito muito naquilo que faço, acredito muito que quem trabalha Deus ajuda. A minha carreira foi sempre assim, não iria mudar nada. Estou muito feliz, para mim o mais importante e o principal é a equipa, estar unido com eles, estarmos unidos com as nossas famílias, que isso sabemos que podemos controlar."
Quanto às críticas de que foi alvo Cristiano Ronaldo assegurou: "Tudo o resto que vem de fora não podemos controlar. Sabemos que quando não jogamos bem ou não ganhamos somos sempre atacados, principalmente eu. Mas já estou acostumado e siga o barco."