José Eduardo Moniz protagonizou um momento que viria a incendiar os ânimos no FC Porto, durante a gala do 31.º aniversário da TVI, no domingo, 18. "Um ano em que estivemos em alguns dos principais conflitos mundiais: Iraque, Afeganistão, Ucrânia, Palestina, e no maior de todos, a Assembleia Geral do FC Porto", a 'paródia' acabou por suscitar reações de indignação por parte de algumas figuras dos 'dragões'.
"Triste infelicidade ou triste figura? Um pedido de desculpas ao Futebol Clube do Porto, aos seus adeptos e simpatizantes é o mínimo que se deve exigir à direção da TVI pelo infeliz incidente que acabamos de assistir", exigiu André Villas-Boas, candidato à presidência do clube.
Também o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, se manifestou: "Eis até onde pode chegar a estupidez humana. Centenas de milhares de mortos e o Moniz, que desta vez não fugiu para o Brasil, a tentar fazer graçolas, marimbando-se para o sofrimento causado pela guerra. Triste TVI que é dirigida por gente que só vive para as revistas cor de rosa."
À margem da polémica, José Eduardo Moniz faz o rescaldo do aniversário mas também a leitura do futuro próximo através de um editorial, numa altura em que a TVI se prepara para tomar de assalto a hegemonia que a SIC tem revelado nos últimos anos.
"Nas emissões em que a TVI comemorou o seu aniversário ficaram bem evidentes as razões pelas quais esta é uma estação diferente das outras. Ou, pelo menos, uma estação que se esforça por se distinguir das suas concorrentes. A energia, o espírito descomplexado, a vontade de surpreender e o permanente impulso para inovar constituem características indissociáveis da sua forma de trabalhar e de conceber a oferta que apresenta aos portugueses", começa por destacar o diretor-geral do canal de Queluz de Baixo.
Ainda que, nas últimas semanas, a TVI se tenha mostrado mais capaz na guerra pelos números, Moniz sublinha o caminho trabalhoso para aqui chegar: "Tem sido um percurso difícil, trabalhoso e exigente, mas recompensador: fevereiro promete trazer o primeiro lugar nas audiências e reforçar a liderança no campeonato da rentabilidade, afinal, o facto mais importante (...)."
"É sem medo que enfrentamos o futuro. Temos bem definido o rumo a seguir, cuidamos da solidez financeira, temos ambição", garante Moniz a olhar o futuro, sem receios nem lamentos: "Não ficamos retidos numa concha fechada ao mundo exterior. Abertos à mudança, aproveitamos as oportunidades da tecnologia e desafiamos a pequenez do mercado e da geografia. Apostamos em soluções, não em lamúrias!"