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Drama

Casa paga, uma empresa a correr bem, dois filhos e um casamento feliz! A vida que Ricardo Fernandes deixa para trás

O empresário vivia preso a uma cadeira de rodas há 16 anos. O sofrimento seria constante e estava dependente do cuidado permamente dos outros. Por tudo isso, decidiu partir através da eutanásia.
Por Ana Cristina Esteveira | 24 de abril de 2026 às 11:31
Casa paga, uma empresa a correr bem, dois filhos e um casamento feliz! A vida que Ricardo Fernandes deixa para trás
Ricardo Fernandes
Ricardo Fernandes
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Ricardo Fernandes

"Era muito feliz antes do acidente e sou muito feliz ainda hoje, porque ainda agora eu penso assim: a vida deu-me mais do que me tirou, mesmo com a cadeira", estas são palavras de Ricardo Fernandes, de 44 anos, à revista Sábado em abril do ano passado. Tetraplégico há 16 anos, este português decidiu morrer através de morte medicamente assistida. Um desejo que se realiza esta sexta-feira, 24, na Suíça. 

O empresário acrescentou ainda justificando a sua decisão: "Só que o pouco que me tirou é a essência daquilo que são os gostos para mim na vida, o sentir das coisas. E sei que assim já não estou bem. Portanto, tenho o direito de escolha e vou à procura dessa escolha.”

Apesar de todo o sofrimento físico, Ricardo Fernandes nunca desistiu de lutar, embora um ano após o acidente se tenha inscrito na associação suíça Dignitas, que presta assistência na morte a pedido. Mas sabia que antes de partir tinha ainda muitas coisas por fazer, como ver os dois filhos crescerem (que hoje já são adultos) e acautelar a situação financeira da família.

"Dois anos depois do acidente abriu uma empresa de limpezas. Começou em 2011 com dois funcionários, um carro e dois prédios. Hoje, são 103 pessoas, 607 avenças mensais e mais de 300 serviços diários", lê-se na reportagem da revista Sábado. Adiou a decisão de morrer até assegurar e fazer tudo o que havia ainda por fazer. Hoje, tem a casa paga, a empresa a funcionar e os filhos adultos. 

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