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Drama

Suicídio assistido! Morre hoje o português que ficou tetraplégico há 16 anos e que esperou para ver os dois filhos crescerem

Ricardo Fernandes de 44 anos já se encontra na Suíça e dará esta sexta-feira o seu último suspiro.
Por Ana Cristina Esteveira | 24 de abril de 2026 às 10:42
Suicídio assistido! Morre hoje o português que ficou tetraplégico há 16 anos e que esperou para ver os dois filhos crescerem
Ricardo Fernandes
Ricardo Fernandes
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Ricardo Fernandes
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Ricardo Fernandes
Ricardo Fernandes
Ricardo Fernandes

"Hoje vais partir…e levas parte de mim! Entraste na minha vida sem avisar, mas partes com aviso prévio! Não aceito, é verdade…mas aceito a tua decisão. Vais como queres, tenho a certeza que amanhã vais estar na praia com o pé na areia e principalmente com a bola no peito", começa assim a mensagem de despedida de Paulo Battista, o conhecido alfaiate das estrelas, para Ricardo Fernandes que escolheu partir por morte medicamente assistida.

Escreveu ainda Paulo Battista: "Quero só deixar a minha admiração por ti meu amigo! E faz-me o maior favor da vida, dá um beijo à minha filha e diz-lhe que a amamos muito! Amo-te meu irmão." Mas quem é, afinal, Ricardo Fernandes? Este português de 44 anos decidiu morrer - acontecerá esta sexta-feira, 24, na Suíça - através de suicídio assistido.

"Eu antigamente era um pássaro. E um pássaro é feito para voar e fazer a sua vida livre. Agora imagine um pássaro que não tem asas, só mexe a cabeça e as patas. Portanto, a essência do pássaro já não existe. E agora pense que o pássaro também não mexe as pernas, só mexe a cabeça. Isto não é nada. Pode fazer sentido para algumas pessoas, há pessoas que estão acamadas e faz-lhes sentido estarem cá. Para mim, não faz sentido", disse o antigo bancário numa .

Mas como é que Ricardo Fernandes ficou tetraplégico? Sofreu um acidente de viação há 16 anos que o deixou para sempre preso a uma cadeira de rodas. No ano seguinte começou logo a planear a sua morte e inscreveu-se na associação suíça Dignitas, que presta assistência na morte a pedido. 

Decidiu morrer pelo sofrimento a que estava sujeito dia após dia. “Pela primeira vez tenho de pensar em mim próprio, porque as dores e o sofrimento não são os outros que os têm, sou eu”, disse na já referida entrevista à . Adiou a decisão por causa da família: os filhos ainda eram muito pequenos e queria deixá-los a todos bem financeiramente. Cumpre hoje o seu desejo. 


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