Ficou provado em tribunal que Joana Cipriano morreu em 2004. Ficou provado que a menina, então com 8 anos de idade, foi assassinada na casa onde vivia, na Aldeia da Figueira, Portimão. Ficou provado que os responsáveis pela sua morte foram a mãe e o tio materno, Leonor e João Cipriano, ambos condenados a 16 anos e oito meses de prisão efetiva.
Recorde-se que Joana desapareceu a 12 de setembro de 2004 depois de ter saído de casa, em Portimão, para ir às compras a pedido da mãe e do tio, como ficou provado em tribunal. O caso abalou o País e, até hoje, o corpo de Joana nunca apareceu.
Após terem cumprido cinco sextos da pena, ambos os condenados estão em liberdade. O tio materno, 45 anos de idade, vem agora fazer declarações extraordinárias: Garante que está inocente, que nunca fez mal à sobrinha, que Joana está viva e que a vai procurar.
"Fui preso inocentemente. Estive preso 14 anos e meio sem fazer mal nenhum. Tão certo como esta luz que está aqui a alumiar", alegou João Cipriano em declarações ao programa 'Linha Aberta', da SIC.
Recorde-se que durante o julgamento, João Cipriano assumiu em tribunal que foi o autor do crime e que a co-autora foi a irmã, Leonor Cipriano. Chegou mesmo a explicar de forma detalhada como esquartejou a sobrinha. Agora, ambos se dizem inocentes.
Segundo o programa apresentado por Hernâni Carvalho, João Cipriano tem um novo advogado e prepara-se para dar entrada com um pedido de reabertura do caso com base em novos factos ou novas provas. Para tal, os novos dados têm de fazer com que existam dúvidas graves e que abalem a justiça da decisão.
"Não toquei com um dedo na minha sobrinha e sei que ela está viva e vou fazer tudo para a encontrar e para saber a verdade. Sei que a venderam, que a minha irmã a vendeu", acusa agora João Cipriano.