Catarina Furtado fez questão de prestar homenagem ao poeta Nuno Júdice, que morreu de cancro este domingo. A apresentadora da RTP, que também é uma apaixonada por palavras, reproduziu um dos muitos poemas do poeta, que faleceu aos 74 anos.
"No fundo, as relações entre mim e ti
cabem na palma da mão:
onde o teu corpo se esconde e
de onde,
quando sopro por entre os dedos,
foge como fumo
um pequeno pássaro,
ou um simples segredo
que guardávamos para a noite" Este é o poema que Catarina fez questão de partilhar com os seus milhares de seguidores. Faz parte da obra 'O Movimento do Mundo'. Nuno Júdice foi recordado este domingo pelo Presidente da República, que reagiu à morte do poeta pouco depois de ter sido tornada pública. "Nuno Júdice foi um autor decisivo numa época de transição da poesia portuguesa, entre as tendências experimentais da década de 1960 e o tom mais quotidiano dos anos 80 e seguintes. E mesmo no contexto da geração de 70, a que pertencia, não se parecia com nenhum outro, com os seus versos por vezes longos, discursivos, meditativos, o tom tardo-romântico, as interrogações sobre a noção de poema, mais tarde o pendor evocativo, melancólico ou irónico", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa no site da Presidência.
Este é o poema que Catarina fez questão de partilhar com os seus milhares de seguidores. Faz parte da obra 'O Movimento do Mundo'.
Nuno Júdice foi recordado este domingo pelo Presidente da República, que reagiu à morte do poeta pouco depois de ter sido tornada pública. "Nuno Júdice foi um autor decisivo numa época de transição da poesia portuguesa, entre as tendências experimentais da década de 1960 e o tom mais quotidiano dos anos 80 e seguintes. E mesmo no contexto da geração de 70, a que pertencia, não se parecia com nenhum outro, com os seus versos por vezes longos, discursivos, meditativos, o tom tardo-romântico, as interrogações sobre a noção de poema, mais tarde o pendor evocativo, melancólico ou irónico", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa no site da Presidência.