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A par da saudade, Celeste Rodrigues deixa muitos êxitos musicais e a generosidade que muitos lhe reconhecem, independemente da proximidade.
A irmã de Amália fica na memória de muitos portugueses e todos aqueles com que se cruzou ao longo do percurso profissional, como é o caso de Kátia Guerreiro, Jorge Fernando e Tim, o vocalista dos Xutos e Pontapés.
"A Celeste era muito bondosa, toda ela era amor. É talvez a maior lição que nos deixa a todos a bondade", refere Katia Guerreiro.
A fadista emocionou-se por diversas vezes ao falar de Celeste Rodrigues por quem nutria um grande carinho.
Jorge Fernando refere-se à irmã de Amália Rodrigues como alguém muito próximo e importante na sua vida pessoal e profissional.
"Não havia dia em que não falasse com a Celestinha. Se não fosse ela era eu a ligar. Nunca a vi a ter um gesto negativo para ninguém, ela era muito alegre. Guardava a tristeza para o fado, era aí que se encontravam".
A notícia foi dada pelo neto, o realizador Diogo Varela Silva, através das redes sociais. "A Celestinha foi a pedra basilar da nossa família. Somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi", pode ler-se.
As cerimónias fúnebres da fadista decorreram nos dois dias seguintes, quinta e sexta-feira respectivamente, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço.
Marcelo Rebelo de Sousa rompeu o protocolo e chegou de táxi, sem quaisquer seguranças. O Presidente da República fez questão de estar presente e de prestar uma última palavra sobre o percurso e notoriedade da cantora.
Antes do corpo descer à terra, familiares e amigos quiseram homenagear o percurso da artista e cantaram um último fado em sua memória.
O corpo de Celeste Rodrigues ficou sepultado no Talhão dos Artistas no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.