A ligação entre o malogrado Jorge Nuno Pinto da Costa, antigo presidente do FC Porto, e o neto, Nuno Pinto da Costa, sempre foi de grande proximidade e afeto. Tratava-se de uma cumplicidade profunda, um porto de abrigo que se tornou ainda mais evidente nos momentos de maior fragilidade do eterno presidente do clube das Antas, quando o antigo líder portista enfrentou a doença, que havia de lhe roubar a vida. Nuno não foi apenas um neto; foi o protetor, o amigo, o braço direito e o confidente que não largou a mão do avô até ao derradeiro momento. Agora, cerca de um ano depois da partida do avô, o jovem decidiu transformar essa dor numa homenagem emocionada.
Num gesto carregado de simbolismo, Nuno Pinto da Costa acaba de lançar a 'Camisola do Presidente', uma peça que é também um marco da memória. Disponível no site oficial criado pelo neto, a camisola surge como um tributo vivo. De acordo com o diário 'Correio da Manhã', o artigo pode ser adquirido por 40 euros ou num conjunto especial de 50 euros, que inclui o livro 'O Azul Depois do Fim', onde o jovem Nuno abre o coração e revela alguns dos segredos e dos momentos mais íntimos, partilhados com o homem que esteve à frente dos dragões durante 42 anos, e que protagonizou algumas das mais acesas polémicas no futebol português.
O rosto de Jorge Nuno Pinto da Costa surge imortalizado na parte da frente da camisola, acompanhado pela sua assinatura. Nas costas, surge o número 42, que eterniza o 'reinado' de Pinto da Costa à frente dos azuis e brancos, gravado a dourado e coroado. Curiosamente, esta iniciativa do neto surge pouco tempo depois de o FC Porto ter lançado uma edição de luxo, limitada e numerada, de uma camisola evocativa. Na altura, as 2594 unidades – os títulos conquistados por Pinto da Costa – desapareceram das prateleiras, apesar dos 200 euros pedidos por cada exemplar.
A proposta de Nuno Pinto da Costa apresenta-se mais acessível e mais emotiva. Ao associar a camisola ao seu livro de memórias, o neto reforça o seu papel como o grande guardião do legado do avô. “Era a minha grande inspiração, o meu ídolo, a minha grande referência”, disse Nuno na altura em que apresentou o livro.