Um grupo extenso de artistas uniu-se na carta aberta 'Cultura pelo Direito à Habitação', que conta já com mais de 2000 assinaturas.
A carta pode ser assinada por trabalhadores de todas as áreas e expressa solidariedade com "as exigências de todas as pessoas que se manifestam por uma política de habitação que permita fazer cumprir a Constituição, garantindo a todos os cidadãos que vivem no nosso país condições para ter uma habitação e vida dignas". No final, a missiva repudia ainda os episódios de violência policial que aconteceram no passado fim de semana em Lisboa e no Porto.
Entre os muitos nomes conhecidos que já assinaram incluem-se Capicua, Gonçalo Waddington, Valter Hugo Mãe, Cristina Branco, Manuela Azevedo e todos os membros dos Clã, Filipe Melo, Pilar del Río, Cláudia Semedo, Pedro Penim, Dino D'Santiago, Beatriz Batarda, Mário Laginha, Salvador Sobral, José António Tenente, Hugo van der Ding, Olga Roriz, Manel Cruz, Noiserv, João Salaviza e Nuno Markl.
"Os subscritores entendem ser urgente repudiar 'a violência vivida no Porto e também em Lisboa, que coloca em causa o direito constitucional à manifestação' e 'solidarizam-se com a iniciativa [luta pelo Direito à Habitação consagrado na Constituição - Art 65º] e com as exigências de todas as pessoas que se manifestam pelo país afora por uma política de habitação que permita fazer cumprir a Constituição, garantindo a todos os cidadãos que vivem no nosso país condições para ter uma habitação e vida dignas'. Para além de trabalhadores da Cultura, a carta está a ser subscrita por trabalhadores de outras áreas, demonstrando a abrangência na preocupação que o tema representa para a sociedade portuguesa. A carta está aberta à subscrição, podendo ser assinada", pode ler-se numa publicação partilhada pelo músico Noiserv.