Há relações que começam com grandes promessas. A de Rodrigo Guedes de Carvalho e Teresa Dimas começou de forma bem diferente. Em vez de jurarem amor eterno ou fazerem planos para o futuro, os dois decidiram estabelecer uma regra simples: se algum dia um deles deixasse de querer estar naquela relação, teria de ser o primeiro a dizê-lo.
Para os dois jornalistas da SIC, mais importante do que garantir que nada mudaria seria saber que, se um dia os sentimentos mudassem, haveria coragem para falar sobre isso. E talvez tenha sido precisamente essa ausência de grandes promessas que acabou por lhes permitir chegar tão longe.
“Aprendi desde muito cedo a não fazer planos para o futuro”, revelou Rodrigo. “Por não ter planos passaram-se 24 anos.” De facto, os anos foram passando e a relação consolidou-se. Em 2008, o casal de jornalistas da estação de Paço de Arcos casou-se numa cerimónia discreta, depois de vários anos de vida em comum.
Mais de três décadas depois, o romantismo não parece ter desaparecido. Pelo contrário. Teresa já confessou que Rodrigo é “o mais romântico” dos dois e que, por vezes, as demonstrações de carinho do marido chegam a deixá-la embaraçada no meio dos colegas.
Rodrigo também nunca escondeu a admiração que sente pela mulher. Já a descreveu como a sua “cara-metade” e fez questão de sublinhar a importância de terem construído uma relação onde existe não apenas amor, mas também amizade e cumplicidade.
Este ano, voltou a surpreendê-la com uma declaração pública. Sem aniversário, sem Dia dos Namorados e sem qualquer outra ocasião especial, escreveu: “Fala-se pouco de amor fora das datas.” Uma frase que acaba por explicar muito da relação dos dois. Porque, depois de tantos anos, Rodrigo e Teresa continuam a não precisar de uma data no calendário para lembrar o outro daquilo que sentem.
E a família ganhou entretanto uma nova geração. O nascimento de Camila, filha de Benedita, tornou Rodrigo avô pela primeira vez e deu ao casal uma nova etapa para viverem juntos. O acordo que fizeram no início continua, afinal, a fazer sentido: não prometer o futuro, mas nunca deixar de ser honestos um com o outro.