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Ex-presidentes comovidos com exposição no Palácio de São Bento

Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva estiveram com o presidente da AR, Eduardo Ferro Rodrigues, na inauguração da mostra 'Futuros Presidentes', em que Luís Mileu e Ricardo Henriques apresentam projeto de educação em Moçambique.
12 de abril de 2018 às 21:43
'Futuros Presidentes' já estão na Assembleia da República
O presidente da AR, Ferro Rodrigues, a ex-primeira-dama Maria Cavaco Silva, e o ex-presidente Cavaco Silva
O jornalista António Perez Metelo, que preside a Associação Helpo, as ex-primeiras-damas Manuela Ramalho Eanes e Maria Cavaco Silva, ao lado dos ex-presidentes Cavaco Silva e Jorge Sampaio
O presidente da AR, Ferro Rodrigues
Joana Clemente, da Helpo
O fotógrafo Luís Mileu e o escritor Ricardo Henriques
O fotógrafo Luís Mileu e o escritor Ricardo Henriques
Futuros Presidentes,
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Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva estiveram presentes esta quarta-feira, 11, na inauguração da exposição fotográfica 'Futuros Presidentes', de Luís Mileu e do escritor Ricardo Henriques, pensada pela Organização Não Governamental para o Desenvolvimento Helpo, e patente até ao dia 16 na Assembleia da República, em Lisboa.

A mostra reúne 20 histórias de crianças que os autores recolheram durante os dias em que estiveram no norte de Moçambique, entre Nampula e Cabo Delgado. São histórias de sonhos e expetativas para o futuro desses jovens – que agora também pensam que poderão tornar-se Presidentes da República. 

"Congratulo vivamente a Helpo pelo trabalho que está a realizar no norte de Moçambique, uma aposta muito forte na educação e esse o melhor contributo que podemos dar, para que as crianças moçambicanas do mundo rural possam abandonar as situações de misérias, e alguns casos mesmo em situações de fome", começa por explicar Cavaco Silva aos jornalistas.

Ao lado da mulher, Maria Cavaco Silva, o ex-presidente refere a sua "ligação afetiva muito forte a Moçambique".

"Vivi lá 2 anos, os nossos primeiros 2 anos de casados, não conheço Cabo Delgado mas conheço Nampula. Sei muito bem que nos espaços rurais não existem equipamentos escolares, não existe uma educação oficial do pré-escolar e, por isso, é uma expressão forte de solidariedade portuguesa proporcionar cursos para que as crianças comecem a frequentar a escola a partir dos 3 anos e depois ganhem amor à escola", acrescenta. 

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Gertrudes Mário, 18 anos. Quer ser Gestora de Recursos Humanos Foto: Luís Mileu
A antiga primeira-dama não esquece o anos em que viveu em Moçambique, entre 1963 e 1965, enquanto o marido cumpriu uma comissão militar. "Nos 2 anos que lá estive fui professora e regressei várias vezes. Quando regressei como primeira-dama fui recebida na minha ex-escola com um carinho extraordinário que foi dos momentos mais felizes da minha vida". 

QUANDO A PALAVRA SONHO NÃO EXISTE

Para o fotógrafo Luís Mileu, "não foi uma grande surpresa perceber a nobreza do olhar das crianças, a forma de estar, a alegria que elas têm".

"É uma realidade muito diferente da nossa. Tinha tido um filho há pouco tempo e só nessas alturas valorizamos mais algumas coisas que nós, no dia a dia aqui, temos tendência a nos esquecer. Coisas primárias como a água, comida, eletricidade...", exemplifica.

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Frenque Agostinho, 12 anos. Quer ser professor de Matemática Foto: Luís Mileu
O sonho de ser presidente tem sido criado a partir da educação. "A maior parte deles são filhos de agricultores e ser presidente realmente é um sonho que muitas delas não têm porque o sonho [na língua] macua não existe. Mas quisemos deixar aqui uma semente. Se conseguirmos fazer a diferença nem que seja para uma criança já terá valido a pena esse projeto", continua Luís. 

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Gérsia Máryo, 15 anos. Quer ser professora Foto: Luís Mileu
A vontade de Ricardo Henriques é que a exposição saia do salão nobre da Assembleia da República e vá para as ruas. "Isso está ainda a ser negociado", diz.
Surge ainda outra preocupação: "as crianças que ainda não estão [a estudar]. Não têm uma madrinha ou padrinho, não têm uma ONG a ajudá-los, esses casos é que são mais graves. O mais importante é o futuro, elas têm apoio e poderão ser um dia presidentes se quiserem".

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