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Noite dos Óscares

Trump é arrasado na grande noite de Hollywood

Jimmy Kimmel deu o mote - aos 45 segundos do monólogo de abertura - mas não foi o único. Saiba quais foram as principais críticas dirigidas ao presidente dos EUA.
Por Joana Canavilhas | 27 de fevereiro de 2017 às 05:24
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Como já era de esperar, a cerimónia dos Óscares ficou marcada por protestos à polémica administração de Donald Trump. Logo no início, ainda na passadeira vermelha, várias foram as celebridades que exibiram laços azuis - como a atriz Ruth Negga, o realizador Barry Jenkins e a modelo Karlie Kloss, que, curiosamente, namora com o cunhado de Ivanka Trump.

O laço significa o apoio à American Civil Liberties Union, que foi das primeiras organizações a protestar contra a política que proibe muçulmanos de 7 países de entrarem nos EUA.

Jimmy Kimmel também não deu tréguas a Trump no seu monólogo de abertura da cerimónia (veja o vídeo, em cima). Só demorou 45 segundos a enviar a primeira "mensagem", dizendo que "o país está dividido" e apelando à união dos norte-americanos. Falou também em "todos os países que estão a assistir e que agora odeiam os EUA", devido às políticas controversas de Trump.

Kimmel "meteu-se" também com Meryl Streep, criticando sarcasticamente a sua longa e aclamada carreira, numa clara alusão às críticas de Trump, que lhe chamou "atriz sobrevalorizada", depois da veterana o ter criticado nos Globos de Ouro. A brincadeira arrancou muitas gargalhadas do público, Streep mostrou-se envergonhada, escondendo a cara no ombro do marido, Don Gummer.

Muitos outros atores e atrizes utilizaram a plataforma dos Óscares para expressarem o seu desagrado com as políticas de Trump, como por exemplo Gael García Bernal, que disse que, como mexicano e trabalhador emigrante, "é contra qualquer tipo de muro que pretenda separar as pessoas". O ator de 'Mozart in The Jungle' recebeu uma ovação de pé.

Também os realizadores de 'Zootrópolis' - que venceu o Óscar de 'Melhor Filme de Animação'- fizeram questão de dizer que "a tolerância é muito mais importante do que o medo".

Mas, a maior "derrota" de Donald Trump, terá mesmo sido com a vitória do realizador iraniano Asghar Farhadi, que ganhou o Óscar de 'Melhor Filme Estrangeiro' com 'O Vendedor'. Farhadi recusara-se a ir à cerimónia em protesto contra Trump, mas os membros da sua equipa leram o seu discurso de agradecimento, em que Farhadi chamou "desumana" à lei de Trump que bane os muçulmanos de 7 países de entrarem nos EUA.

A determinada altura, Jimmy Kimmel não resistiu e disse estar "preocupado" porque Trump ainda não tinha enviado nenhum tweet sobre os Óscares... e enviou-lhe uma mensagem em direto. "Hey Trump, estás acordado?", escreveu no Twitter.

Comentários

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Anónimo Há 6 dias

O texto está muito bom, sim senhor, mas o apresentador foi o Jimmy Kimmel, não o Jimmy Fallon...

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