Marlène Schiappa, secretária de Estado francesa para a Economia Social e Solidária e Vida Associativa, protagonizou uma produção para a revista ‘Playboy’, sempre vestida, que está a gerar controvérsia em França, fruto da delicada situação política do país. A edição da revista masculina que terá na capa a política chega às bancas no próximo dia 8 de abril.
"Defender o direito das mulheres a ter controlo sobre os próprios corpos está em todo o lado a todo o momento. Em França, as mulheres são livres. Mesmo que isso incomode os retrógrados e hipócritas", justificou no Twitter.
Défendre le droit des femmes à disposer de leurs corps, c’est partout et tout le temps.
— MarleneSchiappa (@MarleneSchiappa) April 1, 2023
En France, les femmes sont libres.
N’en déplaise aux rétrogrades et aux hypocrites.#Playboy
Na publicação, Schiappa posa sorridente com vestes azuis, brancas ou vermelhas, em óbvia referência às cores da bandeira de França, de acordo com a ‘Paris Match’, que acrescenta que, na entrevista, a confessa feminista, que já foi também secretária de Estado para a Igualdade de Género no governo de Édouard Philippe, fala acerca da sua posição sobre as mulheres e a liberdade.
"A liberdade sexual das mulheres é algo muito importante. Sem ter em conta os retrógrados, as mulheres deveriam poder fazer exatamente o que querem. Se se querem vestir como freiras e não conhecer homens, essa é uma opção sua e devem ser apoiadas", afirmou dito Schiappa ao editor-chefe da ‘Playboy’, Jean-Christophe Florentin.
Esta decisão de Schiappa não passou incólume em França, com a primeira-ministra Élisabeth Borne a ter alegadamente questionado o ‘timing’ desta produção, numa altura em que França se encontra a passar por um período de turbulência, fruto da contestação de que é alvo Emmanuel Macron pela sua medida de aumentar a idade da reforma dos 62 para os 64 anos.