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Virou! Sondagem Intercampus põe Ventura e Mendes na frente para as presidenciais. Seguro cai para quarto.

Barómetro da Intercampus coloca André Ventura e Marques Mendes em primeiro e segundo lugar nas intenções de voto. Porém, há 20% de indecisos, que podem mudar tudo.
14 de janeiro de 2026 às 18:28
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Luís Marques Mendes na casa de Vilamoura
André Ventura
Luís Marques Mendes na casa de Vilamoura
André Ventura

A poucos dias das eleições presidenciais, está tudo em aberto. É isso que demonstra o barómetro da Intercampus para o Negócios, CM e CMTV. Embora André Ventura e Luís Marques Mendes continuem em primeiro e segundo lugar, respetivamente, nas intenções de voto, ainda não é possível concluir quem dos principais cinco candidatos passará à segunda volta. A chave para desfazer o impasse pode estar na grande massa de eleitores indecisos.

Segundo os resultados do barómetro da Intercampus para o Negócios, CM e CMTV, que assentam numa amostra de 806 pessoas que foram inquiridas entre 9 e 13 de janeiro, o líder do Chega, André Ventura, continua na frente das intenções de voto para as eleições presidenciais deste domingo, com 18,6% das intenções de voto. O resultado fica praticamente inalterado face às intenções registadas em dezembro, quando o também deputado era o escolhido de 18,7% dos inquiridos. 

18,7%Votos
André Ventura segue na frente, ao obter 18,7% das intenções de voto.

Em segundo lugar mantém-se Luís Marques Mendes com 15,3% dos votos. Apesar de manter a posição relativa, o candidato apoiado pelo PSD e CDS – partidos que suportam o Governo – reúne agora uma menor fatia de eleitores, já que em dezembro concentrava 16,9% das intenções de voto. 

Desta forma, seria necessária uma segunda volta das eleições presidenciais, disputada entre Ventura e Marques Mendes. No entanto, não é claro quem ficaria em primeiro lugar, já que os dois candidatos surgem em empate técnico, ou seja, a diferença entre eles é inferior à margem de erro de 3,5% da sondagem. 

Em terceiro lugar nas intenções de voto está João Cotrim de Figueiredo, que subiu para 14,3% nas intenções de voto (face aos 13,6% registados em dezembro), o que sinaliza que o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal não foi penalizado pelas acusações de assédio sexual e o facto de não ter traçado uma linha vermelha contra o Chega.

Em quarto surge António José Seguro, com 12,5% dos votos, numa pequena descida face aos 12,8% registados em dezembro. Na sondagem da Intercampus, o candidato apoiado pelo PS não mostra a pujança registada noutras sondagens, que o colocam em segundo lugar, disputando o lugar de Presidente da República com André Ventura. 

Em quinto lugar, com 12,3% das intenções de voto surge Henrique Gouveia e Melo. Apesar de uma ligeira melhoria face aos 11,9% registados em dezembro, o almirante na reserva continua muito aquém dos valores passados, quando liderou as sondagens. Mais recentemente, em outubro, concentrava 15,5% dos votos.

Apesar desta ordenação relativa, a questão complica-se quando se considera a margem de erro da sondagem, que é de 3,5%. Considerando-a, os intervalos de intenções de voto dos cinco principais candidatos – Ventura, Mendes, Cotrim, Seguro e Melo – sobrepõem-se entre si, não havendo qualquer candidato estatisticamente isolado dos restantes. 

As diferenças observadas são inferiores à margem de erro da sondagem, o que não permite identificar com segurança uma hierarquia entre os concorrentes, não sendo, por isso, possível afirmar quem passaria, assim, a uma segunda volta.

No entanto, numa leitura tendencial Ventura aparece na frente enquanto o segundo lugar é disputado de forma mais renhida entre Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo. Seguro e Gouveia e Melo estão em empate técnico com os candidatos apoiados pelo PSD e IL, embora estejam no extremo inferior do intervalo.

A somar a esta incerteza está a proporção de indecisos, que duplicou face ao barómetro de dezembro. Quase um em cada cinco inquiridos (19,6%) diz agora que não sabe ainda em quem votar. A proporção é muito superior à registada em dezembro (11,6%), mas semelhante à de novembro (20%), o que mantém em aberto a disputa pela segunda volta. 

19,6%Indecisos
Um em cada cinco eleitores não sabe em que vai votar no domingo. Proporção quase duplicou neste barómetro. 

O barómetro mostra ainda uma forte queda à esquerda, com as intenções de voto dos candidatos apoiados pelo Livre, Bloco de Esquerda e PCP a reduzirem-se a menos de metade do registado em dezembro. 

Ainda assim, Catarina Martins mantém-se em sexto lugar, com 2,6% das intenções de voto; seguindo-se Jorge Pinto e António Filipe, com 1,9% e 1,7% dos votos, respetivamente. O candidato Manuel João Vieira, que surge pela primeira vez neste barómetro, recolhe 1,2% das intenções de voto.

FICHA TÉCNICA

Objetivo: Sondagem realizada pela Intercampus para a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas. Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental. Amostra: A amostra é constituída por 806 entrevistas, com distribuição proporcional por género, idade e região. Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo/móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2023) da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI). Recolha da Informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade. Os trabalhos de campo decorreram de 06 a 13 de janeiro de 2026. Margem de Erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de 3,5%. Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de: 57,2%

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