As terríveis imagens daquele 3 de julho de 2025 perseguem-na desde então. Agora, a viúva de Diogo Jota dá pormenores mais pessoais de tudo o que aconteceu nas horas que se seguiram ao acidente que ceifou a vida aos dois irmãos, Diogo Jota e André Silva.
Nove meses depois da tragédia que ceifou a vida ao jogador português e ao irmão, André Silva, a viúva de Jota e os pais enlutados aceitaram regressar àquele fatídico dia de julho, para um livro de homenagem ao craque. Da despedida feliz, depois de umas férias emotivas, ao momento em que perceberam que algo estava mal, familiares falam pela primeira vez sobre o dia em que começou o maior pesadelo das suas vidas. "A minha cabeça parou ali", recordou Rute.
Entre sorrisos e brincadeiras com os netos, Joaquim Silva nunca imaginou que aquele jantar em Valongo seria a despedida. Pai de Diogo Jota confessa o horror de perder dois filhos numa única noite.
Depois dos meses mais duros e de uma apatia inerente e necessária ao luto, a viúva de Jota tem tido um renascimento lento, sendo que, além dos filhos, foi precisamente nas paixões do marido que encontrou um renovado sentido para viver.
Deolinda e Fernando contaram com o apoio precioso dos familiares, que temiam que o casal de idosos se pudesse sentir mal com a notícia da tragédia. Inicialmente, o avô só sabia da morte de Diogo.
Mãe de Diogo Jota e André Silva vive dias de profunda angústia, encontrando algum amparo nas homenagens feitas aos filhos e no cemitério, onde acorre diariamente.