Falar sobre Diogo Jota tornou-se numa espécie de terapia para Rute Cardoso, que encontra nas memórias felizes com o marido uma forma de a ajudar no luto e a conseguir seguir em frente. Sempre um dia de cada vez e com os filhos como prioridade.
Há um ano, Rute vivia a sequência de acontecimentos mais trágica da sua vida: do casamento, o dia com que sempre sonhou, a despedida de Diogo, as horas de incerteza sem saber o que tinha acontecido, até à trágica confirmação da morte do seu grande amor. No dia 3 de julho, assinala-se um ano desde a partida do jogador.
Após 13 anos de um namoro que começou nos bancos da escola, a jovem de Gondomar subia ao altar da igreja da Lapa, no Porto, para trocar juras de amor eterno com Diogo Jota. Apenas 11 dias depois, Rute Cardoso vivia o pior de todos os pesadelos.
Está prestes a assinalar-se um ano desde que a vida como Rute Cardoso a conhecia ruiu. 11 dias separaram o casamento de sonho da tragédia que deixaria um profundo vazio na vida da família, em emoções que a viúva se prepara para reviver nas bonitas, mas também dolorosas homenagens que tem pela frente.
Nove meses depois da tragédia que ceifou a vida ao jogador português e ao irmão, André Silva, a viúva de Jota e os pais enlutados aceitaram regressar àquele fatídico dia de julho, para um livro de homenagem ao craque. Da despedida feliz, depois de umas férias emotivas, ao momento em que perceberam que algo estava mal, familiares falam pela primeira vez sobre o dia em que começou o maior pesadelo das suas vidas. "A minha cabeça parou ali", recordou Rute.
Entre sorrisos e brincadeiras com os netos, Joaquim Silva nunca imaginou que aquele jantar em Valongo seria a despedida. Pai de Diogo Jota confessa o horror de perder dois filhos numa única noite.
O Ribatejo e o meio tauromáquico estão de luto com a morte de António Castro van Zeller Pereira Palha, de 80 anos, pai do cavaleiro Francisco Palha e familiar direto da dinastia Ribeiro Telles. Pai do pai do toureiro Francisco Palha e tio-avô de Júlia Palha, o patriarca foi encontrado sem vida na herdade da família, deixando consternação numa das mais emblemáticas linhagens ligadas à tauromaquia e ao mundo rural português.
Maria das Dores viu a sua vida marcada por dor e frustração, experiências dramáticas podem ter sido decisivas na decisão de encomendar a morte do marido.