Guarda-freio fez de tudo para evitar a tragédia, acionando todos os mecanismos de segurança previstos numa situação deste tipo. No entanto, rutura do cabo fez com que a carruagem atingisse uma velocidade impensável de 60 km/h, quando numa situação normal o elevador circulava a não mais do que 11 km/h. As conclusões são do primeiro relatório, divulgado este sábado.
Os números da tragédia do Elevador da Glória davam conta, pela manhã desta quinta-feira, dia 5, de 16 vítimas mortais e 23 feridos, cinco deles em estado grave. Ao mesmo tempo que várias investigações decorrem na urgência de apurar responsabilidades, Lisboa acordou com uma sensação de vazio e horror de um drama já cravado na história da cidade.
Guarda-freio da Carris, de 40 anos, seguia nos comandos do Elevador da Glória no momento da tragédia. Foi a primeira vítima mortal formalmente identificada. O ator Miguel Costa recordou, nas redes sociais, o momento em que o entrevistou, no cenário que viria a transformar-se num palco de horrores.
Tânia Ribas de Oliveira ficou muito emocionada com a história do neto Francisco, médico e guarda-freios que crumpriu o sonho do avô: levá-lo a passear de elétrico.