Presa a um marido e a um casamento que só existe no papel. Três filhos que enfrentam os seus próprios dramas pessoais e que, por isso, mal têm tempo para ela. Fracassada na tentativa de ter uma família unida. E a viver num país que nunca sentiu como seu, tanto que mal fala castelhano. Este é o cenário que Sofia, a grega, enfrenta desde que perdeu no espaço de apenas um mês os seus dois apoios mais fiéis: a prima, a princesa Tatiana Radziwill, e, sobretudo, a irmã mais nova, a sempre presente princesa Irene.
Ao contrário de outros anos, a festa de aniversário do rei emérito, em Abu Dhabi, foi discreta, com as ausências do filho, Felipe VI, da nora, Letizia, e da mulher, doña Sofia.
“Ela era uma mulher tão gentil e modesta que era difícil negar-lhe qualquer coisa", recorda o rei emérito de Espanha no livro de memórias 'Reconciliação'.
Por detrás da postura reservada e do rigor institucional de doña Sofia, escondeu-se uma mulher marcada por angústias profundas, sobretudo nos primeiros anos de casamento, quando o futuro da monarquia espanhola parecia depender diretamente do seu corpo.
Além de Juan Carlos, que assumiu não conseguir manter um relacionamento saudável com Letizia, também a convivência entre a rainha e a sogra é muito complicada, com a mulher de Felipe VI a explodir em situações limite, denunciando aquilo que verdadeiramente pensa da rainha Sofia.