Figuras da televisão, concorrentes de reality shows e funcionários da TAP: a lista VIP de clientes do agora condenado Nuno dos Santos estendia-se por várias esferas da sociedade lisboeta.
O progenitor dos meninos não quer trabalhar, vive numa barraca e, com a ajuda de um advogado, que lhe terá redigido o comunicado enviado à imprensa, pediu apoios para ficar com os filhos. Tem tanto interesse neles que, até dia 29 de maio, dez dias após a data do abandono pela progenitora em Portugal, não tinha sequer apresentado um requerimento na justiça para ficar com os meninos. E a família? Todos em silêncio. Ninguém quis ficar com as crianças. Estarão numa instituição.
A acusação é clara: matou para ficar com a sua parte da herança e ficar à frente da empresa milionária. Foi detido mas pagou 1 milhão de euros de fiança para poder aguardar em liberdade o desenrolar das investigações.
A embaixada de França quer as crianças na terra delas. Portugal não tem interesse em ficar nem com as crianças nem com a mãe e o namorado. Em duas semanas todos estarão repatriados e em Colmar. Em exclusivo, o ex-inspetor chefe da PJ Carlos Anjos explica o A, B, C do caso. Quem pode ficar com os meninos? Por que razão Portugal meteu os adultos na prisão preventivamente. E como tudo vai acontecer dentro de dias... em França.
Portugal poderá não aceitar o pedido de extradição das autoridades francesas, o que significa que, se forem condenados, a mãe e o padrasto das crianças abandonadas poderão cumprir as suas penas no nosso País, bem longe da família e dos amigos.
Enquanto a mãe e o padrasto das crianças vão ser levados a juiz, o pai irá visitar os dois meninos. Mas este homem poderá não levar Barthelemy e Zacharie, de cinco e três anos, de regresso para França.
Mário Vaz Maia é um dos agentes da PSP acusados de agressões nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa. O seu advogado dá agora pormenores sobre o caso.
Num verdadeiro escândalo em família, irmãos são acusados de lesar Diana Chaves, Ana Guiomar entre muitas outras caras conhecidas, num processo milionário que está parado na Justiça e levanta ainda suspeitas sobre transações feitas pela família antes da insolvência.